Das oito pessoas que foram baleadas no intenso tiroteio ocorrido na noite de quarta-feira na favela da Rocinha (zona sul do Rio) receberam alta ontem. Suas identidades não foram divulgadas. O confronto deixou seis mortos que também não foram identificados.
Entre os mortos está o estudante Diego Araújo Lima, 14. Segundo parentes, ele não tinha envolvimento com tráfico. Os outros corpos foram encontrados em diferentes pontos da favela.
Seis feridos continuam internados no hospital Miguel Couto (zona sul do Rio). Entre eles estão um adolescente de 13 anos baleado na coxa esquerda; uma pessoa de 29 anos Que levou um tiro nas costas; e uma vítima de 28 anos que foi atropelada e está em observação.
Oito suspeitos de envolvimento na invasão da favela estão presos, segundo a PM (Polícia Militar). Cinco deles são suspeitos de terem invadido um prédio no Leblon (zona sul do Rio), logo após a ação na Rocinha, e mantido o porteiro e o síndico reféns.
Durante as incursões promovidas pela PM foram apreendidos seis fuzis, duas pistolas, um lança-rojão, uma granada caseira, uma Pajero e uma camiseta preta, supostamente usada pelos criminosos, além de munição.
O grupo que invadiu a Rocinha estaria em quatro vans, segundo a polícia. Os cerca de 40 criminosos usavam roupas pretas e seguiram para a favela por diferentes acessos. A situação permaneceu tensa durante a madrugada.
Moradores da Gávea se assustaram com os tiros. Pais que pegavam seus filhos na Escola Parque, no bairro, ficaram apavorados. Moradores da Rocinha que chegavam do trabalho não conseguiram entrar no morro. A parte alta da Rocinha e o Alto Gávea ficaram sem energia elétrica, pois os invasores atiraram contra os transformadores.
Ao fugir dos tiros, uma pessoa foi atropelada e uma mulher foi agredida a coronhadas pelos invasores.