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Passarela do Samba foi a única contribuição da prefeitura para o desfile


Data de Publicação: 19 de fevereiro de 2006
 
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CARNAVAL

A tradição do carnaval maranhense fica comprometida a cada ano com a falta de um apoio melhor por parte da Prefeitura e do Governo do Estado. Este ano, donos de escolas de samba e blocos tradicionais e organizados declararam que a ajuda por parte do Município se restringiu apenas à armação da Passarela do Samba.

Muitos blocos e escolas só vão desfilar no sábado e domingo de Carnaval porque foram buscar patrocínio na iniciativa privada. Segundo o presidente da Federação Maranhense de Blocos Tradicionais, Josemar Freire, se o circuito de rua fosse valorizado como em épocas anteriores, as coisas seriam melhor.

"O Estado ainda nos deu uma parte do cachê, mas a prefeitura não deu nada, apenas a estrutura montada da Passarela do Samba. Antes, tínhamos a ajuda para nos apresentarmos nos bairros e no circuito de rua, mas tudo foi cortado. É preciso apresentar projetos para pedir patrocínios às empresas", relata.

"Tudo é muito caro e o patrocínio é muito difícil de ser conseguido. Sempre estamos indo às ruas, atrás de pessoas que nos ajudem nos nossos projetos. Alguns políticos também costumam contribuir, mas para que haja uma melhoria para os blocos é preciso uma captação maior de recursos. Por isso contamos tanto com o Estado e a Prefeitura", justifica Josemar.

Mesma dependência tem os blocos organizados. Segundo o presidente da Associação de Blocos, Jorge Coutinho, existe uma certa concorrência com os blocos alternativos, que teria mais patrocínios. "Isso acontece porque os blocos alternativos participam de bailes e festas carnavalescas. O nosso estilo é diferenciado, pois nos concentramos mais no circuito de rua e no desfile na Passarela do Samba. Mas os alternativos não precisam comprar fantasias, como a gente",

De acordo com ele, é reclamação geral a falta de dinheiro para manter os blocos funcionando. Para piorar a situação, os donos das agremiações também se queixam de que as apresentações feitas para a Prefeitura, no Carnaval de 2005, ainda não foram pagas.

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