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Apagadas ou mal localizadas, elas dificultam a vida de pedestres


Data de Publicação: 19 de fevereiro de 2006
 
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FAIXAS DE PEDESTRES

Um conjunto de irresponsabilidade forma o trânsito de São Luís na opinião dos entrevistados pelo Veja Agora. Faixas apagadas ou mal localizadas, motoristas e pedestres descuidados e descumpridores das leis e regras estabelecidas, são apenas uns dos elementos que, segundo a população, geram situações propicias para acidentes.

Um exemplo são as faixas de pedestres do Centro da cidade, quase todas parcial ou totalmente apagadas. O moto-taxista Antonio Estevan Silva é contra a localização de duas das faixas. Segundo ele, o motorista já pára na primeira por causa do semáforo, mas nem sempre vai parar na outra que fica na curva. Ele chama atenção ainda para o perigo de um pedestre estar atravessando e ser atropelado. "Isso é culpa dos engenheiros da prefeitura, que desenham faixas em locais errados", responsabilizou.

Ele mesmo, como condutor de veículo, explica que é difícil alguém obedecer às faixas. "Isso depende muito da consciência dos outros condutores". Antonio contou que uma vez sofreu uma colisão quando parou numa faixa e um veículo bateu na sua motocicleta por trás. "Por causa dessas coisas, eu paro parcialmente", explanou.

Além das faixas, a população critica os agentes de trânsitos. Para a maioria, quando tem agentes nas faixas eles não fazem nada. Na frente da Assembléia Legislativa, por exemplo, a faixa está quase apagada e não se vê um guarda sequer. Para o comerciante Erimaldo Lima esse é um local em que muitas pessoas vão diariamente, inclusive deficientes. "Eles perdem muito tempo, no sol ou na chuva, esperando que alguém pare para passarem. Mesmo quando tem um guarda, dificilmente ele pára os carros para alguém passar", reclamou.

Um flagrante desse descaso é visto diariamente na frente do Hospital Sarah, na Fé em Deus. O agente de trânsito fica parado ou transitando de um lado para outro enquanto deficientes e familiares ficam aguardando a boa vontade do motorista ou do próprio guarda para atravessarem.

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