TURMA DO QUINTO
Do bairro da Madre Deus, a Escola de Samba Turma do Quinto completa 66 anos de existência homenageando São José de Ribamar e levando para a avenida aproximadamente 2.500 pessoas para contar a história do santo padroeiro que tem seu templo localizado de frente para o mar na cidade balneária que tem o nome do santo.
Serão 20 alas com 75 pessoas cada, com exceção para a ala de baianas, com 80 integrantes e a bateria, com 150. A folia conta ainda com os passistas, três casais de mestres-salas e portas-bandeiras, sendo um deles infantil. A expectativa da escola é entrar com tudo na avenida e, quem sabe, conquistar o primeiro lugar que há cinco anos consecutivos é do Quinto.
Para abrir o desfile, o carro alegórico simbolizando o primeiro milagre de São José, quando este salvou os navegadores portugueses. No último carro (são 5), a festa de lava-pratos, que todos os anos marca o fim da temporada carnavalesca. Para o carnavalesco Alain Moreira Lima, a escola vai levar para a avenida desde a "parte santa da igreja até o profano, que é o lava-prato".
O tema "Vem por terra ou por mar, São José de Ribamar vale festejar" é cantado no samba de autoria de Paulinho e Silvio Rayol. Para comandar a bateria, mestre Leleco vai dar o ritmo na passarela.
O tema deste ano já foi enredo da escola em outro ano, em 1991, quando foi abordado de outra forma. Segundo Alain, este ano a escola trará uma roupagem nova, uma releitura do tema. Do orçamento de R$ 200 mil para cobrir todas as despesas da escola, segundo outro carnavalesco da escola, Sebastião Cardoso Júnior, o Quinto recebeu apenas R$ 50 mil como cachê do Governo do Estado. Da prefeitura, nada.
"Estamos indo a trancos e barrancos", disse Alain, para o qual, no Maranhão, o carnaval ainda não foi reconhecido pelo Governo do Estado. Ele chama atenção para o fato do governo ajudar com tão pouco comparado ao que exigem que são dois desfiles em que a escola gasta muito. "São custos muito altos para desfilarmos duas vezes", explanou.