Um laudo psiquiátrico, divulgado na sexta-feira, atesta que o produtor musical de Campinas, Alexandre Alvarenga, não oferece risco à sociedade. O produtor está preso desde que atirou o filho, na época com um ano, contra o pára-brisa de um carro em movimento e agrediu a filha, de 6, batendo com a cabeça dela contra uma árvore.
O caso aconteceu em 2003 e chocou o país. Segundo o EPTV, a perícia psiquiátrica foi feita por médicos do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Taubaté, no Vale do Paraíba, onde Alvarenga está preso.
Com base no laudo, o advogado de Alvarenga, Vicente Moraes de Souza, vai pedir o habeas-corpus do seu cliente à Justiça. O caso ainda deve ser avaliado pelo Ministério Público e por um juiz. De acordo com a Justiça, Alvarenga teria de cumprir medida de segurança por no mínimo três anos, prazo que já expirou, segundo Souza.
A mulher do produtor musical, Sara Alvarenga, que estava presente durante as agressões e não impediu o marido, já conta com o benefício. Ela perdeu a guarda dos filhos, que estão com os avós maternos, mas pode visitá-los. Alvarenga pode sair ainda este mês do hospital. Se isso ocorrer, ele deve ir para uma clínica particular escolhida pela família.
No dia 2 de fevereiro de 2003, depois de um pequeno acidente de carro, ele atirou o filho contra uma picape em movimento e seguiu para um bosque, onde passou a bater a cabeça da filha de 6 anos contra o tronco de uma árvore. A mulher dele não tentou defender as crianças. Alvarenga e a mulher foram acusados de dupla tentativa de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas.
No ano passado, a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou o laudo médico afirmando que os dois sofreram surtos psicóticos e não sabiam o que estavam fazendo. Os dois foram considerados inimputáveis, mas teriam de cumprir a medida de segurança. Sara deveria ficar internada por um ano.