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Homem que atirou filho no pára-brisa pode ser libertado


Data de Publicação: 19 de fevereiro de 2006
 
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Um laudo psiquiátrico, divulgado na sexta-feira, atesta que o produtor musical de Campinas, Alexandre Alvarenga, não oferece risco à sociedade. O produtor está preso desde que atirou o filho, na época com um ano, contra o pára-brisa de um carro em movimento e agrediu a filha, de 6, batendo com a cabeça dela contra uma árvore.

O caso aconteceu em 2003 e chocou o país. Segundo o EPTV, a perícia psiquiátrica foi feita por médicos do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Taubaté, no Vale do Paraíba, onde Alvarenga está preso.

Com base no laudo, o advogado de Alvarenga, Vicente Moraes de Souza, vai pedir o habeas-corpus do seu cliente à Justiça. O caso ainda deve ser avaliado pelo Ministério Público e por um juiz. De acordo com a Justiça, Alvarenga teria de cumprir medida de segurança por no mínimo três anos, prazo que já expirou, segundo Souza.

A mulher do produtor musical, Sara Alvarenga, que estava presente durante as agressões e não impediu o marido, já conta com o benefício. Ela perdeu a guarda dos filhos, que estão com os avós maternos, mas pode visitá-los. Alvarenga pode sair ainda este mês do hospital. Se isso ocorrer, ele deve ir para uma clínica particular escolhida pela família.

No dia 2 de fevereiro de 2003, depois de um pequeno acidente de carro, ele atirou o filho contra uma picape em movimento e seguiu para um bosque, onde passou a bater a cabeça da filha de 6 anos contra o tronco de uma árvore. A mulher dele não tentou defender as crianças. Alvarenga e a mulher foram acusados de dupla tentativa de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas.

No ano passado, a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou o laudo médico afirmando que os dois sofreram surtos psicóticos e não sabiam o que estavam fazendo. Os dois foram considerados inimputáveis, mas teriam de cumprir a medida de segurança. Sara deveria ficar internada por um ano.

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