Buriti Bravo
Em menos de um mês no comando das investigações sobre a morte do prefeito João Henrique Leocádio, ocorrido em 10 de março do ano passado, o delegado Paulo Márcio Tavares entregou, na manhã de ontem, ao secretário Raimundo Marques, o relatório sobre o caso.
De acordo com uma fonte da Secretária de Segurança Pública, que pediu para não ser identificado, durante o bojo investigatório, pelo menos duas provas que teriam sido levantadas seriam suficientes para indiciar o ex-prefeito da cidade, Wellinghton Coelho, como mandante do crime.
Em depoimento, Coelho teria declarado que não conhecia Marcos Antônio Alves, preso como um dos executores do crime, entretanto, numa ligação telefônica interceptada, um policial liga para comunicar que uma pessoa estava bagunçando na cidade, dando cavalo de pau, no entanto, ao perguntar para o militar quem seria essa pessoa, e ter recebido como resposta que se tratava de “Marcão”, Wellighton teria dito para o deixar de mão, pois o mesmo era seu amigo.
Outra prova que estaria no relatório, segundo a fonte, teria sido um depósito bancário de cinco mil reais feito um mês depois do crime na conta de “Marcão”. O inquérito, que corre sobre segredo de justiça, é envolto de mistério e mesmo estando os prováveis executores presos há quase um ano, a polícia ainda não conseguiu apontar o mandante do crime.
A assessoria de comunicação da Segup anunciou que quanto a este assunto e prováveis mudança na cúpula da Segurança Pública só será anunciada na próxima semana, em entrevista coletiva.