REVANCHE
Após ser deixado de lado pela cúpula do PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sinalizou que está disposto a afagar os chamados "excluídos do partido". Alckmin se derramou hoje em elogios ao governador Goiás, Marconi Perillo, que disse que não aceitará que o triunvirato - composto pelo presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE), pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de Minas, Aécio Neves - decida o nome do candidato tucano à Presidência da República.
"O governador [Marconi Perillo] é de uma área importante do país. É o único governador há oito anos no poder. Os governadores são parte importante desse processo", disse Alckmin.
Na semana passada, o trio deixou uma confraternização partidária para jantar com o prefeito José Serra, preferido pela cúpula tucana. Alckmin ficou de fora do encontro.
Para compensar o desgaste, os caciques do PSDB devem se reunir amanhã com Alckmin. "[O encontro] vai ser confirmado ainda. Será nesta semana, talvez amanhã (hoje)", afirmou Alckmin.
Os sinais de que a cúpula pode tomar uma decisão de cima para baixo sem consultar as bases do PSDB está chateando vários integrantes do partido. "O PSDB precisa dar uma demonstração de democracia. Sou o mais antigo governador do PSDB. Não admito que decidam por mim. Esse modelo encheu o saco de todo o partido", disse Perillo.
Alckmin aproveitou a insatisfação da base para afirmar que a escolha do candidato não será tomada pelos caciques do partido. "Eles [cúpula] não vão decidir. Eles vão interpretar a opinião das bases do partido. Todos vão ser ouvidos."