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Alckmin reavalia decisão de renunciar a qualquer custo


Data de Publicação: 3 de fevereiro de 2006
 
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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, reavalia a decisão já declarada de deixar o Palácio dos Bandeirantes a qualquer custo. Em janeiro, ao anunciar a disposição de concorrer, Alckmin disse que renunciaria até o dia 31 de março, mesmo que não fosse o escolhido do partido para disputar a Presidência.

Segundo seus interlocutores, Alckmin tem dito, porém, que sairá apenas para a disputa presidencial e já estaria admitindo a hipótese de ficar no cargo.

Alckmin deu a entender que poderia concluir seu mandato ao responder, duas vezes, com um "aguardem" quando questionado se deixaria mesmo o governo. Mais tarde, informado do impacto de sua declaração, Alckmin disse que houve "uma interpretação equivocada". "Não mudei nada. Meu nome está à disposição do partido, sou pré-candidato, deixo o governo no dia 30 de março", afirmou o governador.

Alckmin, porém, se recusou a analisar a possibilidade de deixar o governo ainda que não seja o escolhido. "Mas por que vou avaliar essa hipótese se está indo bem, se estamos começando um trabalho?", perguntou.

A interlocutores Alckmin disse que não disputará o Senado e falou até em disputar, em convenção, a preferência do partido. A hipótese de encarar uma prévia pode ganhar corpo, mantido o desconforto de Alckmin. Ele tem reclamado do que chama de "plantação" de notícias, segundo as quais a opção por Serra já estaria tomada. O governador chegou a dizer ser vítima de "fofoca".

Segundo aliados de Alckmin, o governador está contrariado com a fixação de fim de março como data para a escolha do candidato. Ansioso, ele teme o desgaste de mais dois meses, até porque duvida que as pesquisas venham a apresentar grande alteração.

A aliados Alckmin se queixou ainda da falta de uma estrutura de articuladores a exemplo da tropa arregimentada por Serra. O governador estaria reclamando da falta de empenho do chefe da Casa Civil, Arnaldo Madeira, a quem não delegou essa função. Ainda segundo aliados, Alckmin mantém a esperança de que Serra desista de concorrer, temendo uma reação negativa entre os moradores de São Paulo.

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