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PAINEL POLÍTICO


Data de Publicação: 9 de fevereiro de 2006
 
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Só pensam naquilo
A manhã foi eleitoral ontem na Casa Civil. Acompanhada dos colegas Antonio Palocci, Jaques Wagner e Luiz Dulci, Dilma Rousseff recebeu a direção do Ipsos Opinion, que animou os ministros com números sobre a recuperação de Lula mais vistosos que os do Datafolha.

Vento a favor
No Datafolha, Lula encostou em José Serra no 1º turno, mas perde do tucano no 2º. No Pulso Brasil, pesquisa mensal do Ipsos, ele teria arrancado também na etapa final. Os dados de janeiro indicam melhora generalizada na avaliação pessoal do presidente e de seu governo.

Bônus sem ônus
De um integrante do primeiro escalão federal, sobre a falta de pressa do presidente da República para assumir sua real condição: 'O Lula está adorando essa história de ser candidato como se não fosse candidato'.

Mentor intelectual
José Sarney (PMDB-AP) é o principal defensor da idéia, em circulação no Palácio do Planalto, de colocar Antonio Palocci na coordenação política do governo, deixando a da campanha reeleitoral a cargo de Jaques Wagner ou ainda do governador Jorge Viana (PT-AC).

Dupla jornada
No entender do senador e ex-presidente, Palocci poderia até mesmo acumular a coordenação política com a Fazenda, sem necessidade de deixar o posto aos cuidados de seu número 2, Murilo Portugal. Essa tese, porém, não é consensual.

Emenda Patrícia Pillar
O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), questionou a idéia de proibir a participação de artistas nas campanhas, item do projeto para limitar gastos eleitorais: 'E o Ciro Gomes, como fará?' Ficou então combinado que eles podem aparecer no programa de TV.

Ato contínuo 1
Sob pressão governista, a CPI dos Bingos aprovou requerimento para ouvir na próxima semana o procurador Pedro Taques, responsável pelas investigações em torno do 'Comendador Arcanjo', preso no Uruguai sob a acusação de comandar facções criminosas.

Ato contínuo 2
A medida é um troco ao senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), que teria recebido contribuição de Arcanjo em sua campanha e foi um dos responsáveis pela ida de Soraya Garcia, ex-assessora do PT, à CPI.

Agregados
Pente-fino da CPI dos Correios encontrou 31 assessores do Congresso entre os nomes que aparecem nas quebras de sigilo do chamado 'núcleo de Marcos Valério', que inclui contas de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao pagador do mensalão.

Fluxo inverso
A partir do cruzamento, feito com cadastro do Ministério do Trabalho, a CPI vai aprofundar as investigações. Dos 31 assessores, 17 aparecem depositando quantias entre R$ 15 e R$ 210, em 2004, nas contas de uma das empresas de Valério.

Conta, vai
A CPI dos Correios deve aprovar hoje requerimento das bancadas do PSDB e do PFL para que a Polícia Federal envie à comissão um relatório preliminar sobre o inquérito que investiga a chamada 'lista de Furnas'.
Viagem sem volta
Aldo Rebelo fará consulta ao TSE para saber se, uma vez aposentado por invalidez, o mensaleiro José Janene (PP-PR) pode se candidatar novamente.

Pela culatra
Caso haja brecha, Aldo ameaça não conceder o benefício e pressionar o Conselho de Ética a apressar o processo de Janene.

TIROTEIO
Do deputado Geddel Vieira Lima (BA), da ala oposicionista do PMDB, sobre a declaração do ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) de que Lula, em razão de dieta para emagrecer, não consome bebida alcoólica há 40 dias:
Vai ver o presidente agora está só no biodiesel.

CONTRAPONTO
Presente de petista


O senador Delcídio Amaral (PT-MS), presidente da CPI dos Correios, fez 51 anos ontem e comemorou a data com bolo e refrigerante em seu gabinete, ladeado por assessores, jornalistas, políticos de seu Estado e membros da comissão.
A bancada do PT presenteou seu líder com um 'requerimento', impresso em papel timbrado, pedindo explicações dele sobre uma foto que estaria em poder da CPI dos Correios.
Na imagem, Delcídio aparece cochichando com o presidente do PFL, Jorge Bornhausen (SC), em uma praia de Florianópolis.
O senador, levado para o partido pelas mãos do governador Zeca do PT, nem havia se recuperado quando os petistas entoaram versão adaptada do tradicional canto comemorativo:
Quando será, quando será, que o Delcídio vai se candidatar? Vai depender, vai depender de o Zeca querer...

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