A interdição da Estrada de Ferro Carajás, o seqüestro de cinco funcionários da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) por índios Guajajaras e a paralisação das viagens do trem da empresa continuam sem um desfecho. Até ontem, representantes da Fundação Nacional de Saúde - Funasa, ainda não tinham ido ao local negociar com os Guajajaras.
Os funcionários da Vale foram seqüestrados na tarde de terça-feira. Eles estão sendo mantidos como reféns no município de Alto Alegre do Pindaré. No mesmo dia, os índios também interditaram a linha férrea provocando a paralisação do transporte de passageiros e cargas da companhia.
O rapto dos funcionários e a interdição da linha férrea é uma forma que os índios encontraram para protestar contra a Funasa e a assistência médica que a entidade vem prestando aos Guajajaras. Eles exigem um encontro com representantes do órgão federal para que tenham as suas reivindicações atendidas.
Ontem, a Assessoria de Comunicação da CVRD divulgou nota sobre a paralisação do trem, informando que o Trem de Passageiros não circulará hoje, quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006, no sentido São Luís / Parauapebas. Segundo a Vale, assim que este serviço voltar à normalidade, à imprensa e a comunidade serão informados. Quaisquer dúvidas a CVRD pede que os usuários dos trens da Vale procurem o Centro de Atendimento ao Cliente, pelo telefone 0800 98 5151 (ligação gratuita).