RECANTO VINHAIS
Os remendos no asfalto feitos com concreto são inviáveis do ponto de vista técnico. Os profissionais de urbanismo são unânimes em afirmar que o concreto é um material de baixa durabilidade se empregado nesta função e que, portanto, pode aumentar os danos da via.
No entanto, essa é a única solução encontrada pelos moradores do Conjunto dos Ipês, no Recanto Vinhais, para evitar que os carros caiam nos buracos, que chegam a ter cinqüenta centímetros de profundidade e se estendem por quase todas as ruas do bairro. Pelo menos em curto prazo essa tem sido a saída.
A Associação de Moradores foi criada para organizar o sistema de abastecimento de água nas casas do bairro - cujo fornecimento é feito através de poço artesiano e não pela Caema - mas tem se ocupado de muito mais problemas.
Enileide Serra Cutrim, tesoureira da Associação, afirma que esta deveria ser a única incumbência a princípio. No entanto, com o abandono da Prefeitura, foram se somando gastos de manutenção do bairro no orçamento dos moradores, que já pagam um IPTU geralmente acima de quinhentos reais.
"Aqui, a Associação arca com as despesas de capina e o reparo dos buracos no asfalto. Isso é feito porque é uma necessidade, mas não deveria ser feito pelos moradores. A iniciativa era arrecadar os fundos mensalmente para manter a rede hidráulica em perfeito estado e fazer com que nenhuma casa tivesse problemas no fornecimento de água", afirma ela.
Segundo os moradores, a limpeza feita pela empresa responsável pela área está muito aquém das reais necessidades do conjunto. "Os gastos com a manutenção do conjunto são tantos que oneram muito os custos de quem mora aqui. E não adianta chamar a Prefeitura, porque depois de muito trabalho para entrar em contato com os órgãos competentes, eles não vêm. E a manutenção precisa ser feita dependendo do caso até duas vezes por mês. Mas essa não é obrigação dos moradores", finalizou Enileide.