As acusações sobre a existência de um acordão tiraram um pouco do brilho das comemorações feitas pelos deputados Roberto Brant (PFL-MG) e Professor Luizinho (PT-SP), que escaparam da cassação no plenário da Câmara.
Brant e Luizinho rejeitaram a tese do "acordão" e afirmaram que o plenário “fez apenas Justiça". "Não existe acordão. Quem conhece a política e a história dos dois partidos, jamais vai acreditar em um acordo feito entre PFL e PT", disse Brant.
Já Luizinho disse apenas que não "existe nada disto".
Os dois deputados comemoraram o resultado das votações com suas famílias e amigos até a madrugada de ontem.
Para o Conselho de Ética o resultado foi um baque. Na reunião administrativa de ontem o tema em debate foi o resultado das votações, a derrota do Conselho e a emenda à constituição proposta pelo deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP). A proposta acaba com o voto secreto no plenário da Câmara nos processos de cassação de mandato de parlamentares.
"Temos que mudar isto. O voto secreto é muito confortável. Eu queria que o voto fosse aberto e que cada deputado assumisse perante a opinião pública a responsabilidade sobre o seu voto", afirmou o deputado Cezar Schirmer (PMDB-RS), que integra o Conselho de Ética e é o relator do processo contra o deputado João Paulo Cunha (PT-SP).