FÓRMULA 1
Novo regulamento, motores V8 e troca-troca de pilotos. Com inúmeras novidades, a Fórmula 1 inicia a sua temporada 2006, com os treinos de hoje, no circuito de Bahrein, como uma das mais imprevisíveis dos últimos anos.
Este será um campeonato de reafirmações para equipes e pilotos que têm em 2006 uma "segunda" chance para mostrarem a que vieram. A começar por Rubens Barrichello. Esta é a primeira vez em seis anos que o brasileiro correrá sem a sombra de Michael Schumacher, livre para vencer seu companheiro de equipe e munido de equipamento para tal.
Seu adversário mais próximo será Jenson Button, rival interno na Honda.
O inglês entra na temporada 2006 em busca de sua primeira vitória na categoria e Barrichello tem aí uma oportunidade de mostrar que seus lamentos não eram sem razão e que o motivo por ter tão poucas conquistas em uma equipe que liderou cinco temporadas consecutivas era seu contrato, que o proibia de vencer o companheiro Michael Schumacher.
O ano se mostra decisivo também para o próprio heptacampeão, que em 2005 teve um desempenho pífio, sofrendo com um carro difícil de guiar e repleto de problemas não identificados pelo próprio "staff" da Ferrari.
Com Schumacher ainda como coadjuvante, o protagonista do campeonato é o atual campeão do mundo, Fernando Alonso.
O espanhol assumirá um papel diferente do ano passado. Agora, passou de candidato a destronar Schumacher ao rótulo de "homem a ser batido". E terá como missões defender o seu título, o título da Renault e sua reputação profissional, como reforçou o presidente da montadora, Carlos Ghosn, durante o lançamento do novo carro.
"Fernando é um profissional comprometido. Ele inicia o ano como campeão e estará determinado a fazer justiça a esse título", disse o dirigente na ocasião. Alguns meses antes, a McLaren deixou vazar a informação de que já assinou com Alonso para 2007.
Mclaren
A McLaren acelera como uma verdadeira incógnita. De acordo com os resultados da pré-temporada, a equipe terá que superar o mesmo problema enfrentado no ano passado, ou seja, a falta de confiabilidade. Durante os testes de janeiro e fevereiro, o time apresentou um carro rápido, mas que dura pouco. Os problemas com o novo motor Mercedes V8 ficaram evidentes e levaram Raikkonen a reclamar publicamente. "Nosso maior problema está no motor", disse, ainda no início dos testes.
Motores
Pilotos à parte, um fator importante entra na pista: o motor V8. O propulsor foi imposto pela Federação Internacional de Automobilismo visando ao corte nos gastos e aumento da competitividade. O desafio agora é mostrar se essa medida foi acertada.
A FIA vem brigando há algum tempo com o enorme crescimento dos orçamentos das escuderias, o que, segundo ela, diminui a competitividade da categoria e afasta os torcedores. Atrás de mais audiência e conseqüente lucro, a entidade estipulou outras mudanças para 2006, como a volta da troca de pneus durante a prova e nova estrutura dos treinos classificatórios.