EXPLORAÇÃO SEXUAL
Com parecer do Ministério Público favorável, no final da manhã de ontem, após 122 dias de prisão, o padre Félix Barbosa Carreiro, 43 anos, preso na companhia de dois adolescentes em uma das suítes do motel Fly, no Cohajap, foi agraciado com um Alvará de Soltura expedido pela juíza da 11º Vara Criminal - especializada no combate a crimes contra crianças e adolescentes -, Ângela Salazar.
No dia seguinte a prisão, ainda no Plantão, padre Félix foi solto por uma decisão do juiz Fernando Mendonça, entretanto, três dias depois, por força de um mandado de prisão preventiva, expedido pelo juiz José Joaquim Figueiredo dos Anjos, o padre voltou para cadeia onde permaneceu até ontem.
Segundo o advogado Paulo Cruz, que acompanhou o oficial de Justiça até o Comando Geral da PM, os depoimentos retificados de alguns adolescentes, que admitiram ter feito algumas declarações por influência de outros que prestaram depoimento anteriormente. " Aconteceu o que vínhamos alegando desde o começo. A opção sexual não pode ser tipificado como crime e, além do mais, muito dos adolescentes que acusaram Félix, mesmo anteriormente de conhece-lo, já mantinham relacionamentos homossexuais, por isso a defesa mantém o entendimento que o padre não explorou ninguém sexualmente", disse o advogado.
O entendimento da defesa foi captado pelo Ministério Público que deu parecer favorável a representação feita pelo advogado e, consequentemente, também acatada pelo Judiciário. Ainda segundo Paulo Cruz, um adolescente de 15 anos, com a alegação que poderia ser indenizados pela Igreja caso fosse comprovado o crime de exploração sexual, influenciou todos os outros adolescentes ouvidos no inquérito.
Na próxima segunda-feira, a delegada Ana karla Silvestre, que presidiu o inquérito contra o padre, deverá prestar depoimento. Também será ouvida uma funcionária da 2º Vara Criminal, que não teve o nome revelado.
A prisão
Autuado em flagrante na Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA), Felix Carreiro chegou a confessar que mantinha relacionamento com adolescentes, fumava maconha e ingeria bebida alcóolica com os garotos. Mais tarde o padre passou a negar suas declarações, alegando que estava sob forte emoção e uso de bebida alcóolica quando falou sobre estes fatos. Na Justiça, além do padre, Edson Filho também foi denunciado pela mesma tipificação penal.