FONTE DO BISPO
Abandonados pela Prefeitura e pelo Governo do Estado, os barraqueiros localizados na Fonte do Bispo pedem providencias às autoridades públicas com o objetivo de reestruturar a área, hoje abandonada e sem infra-estrutura. Quando entregue à população pelo governador Luiz Rocha, possuía 24 pontos comerciais, dois banheiros públicos e cinco terminais de ônibus. Atualmente são quase três vezes mais, com um terminal a mais e sem banheiros.
No início, o local atraia muitos turistas, mas com o passar dos anos tudo mudou. Segundo o barraqueiro Aquiles Eulálio Pimenta Filho, "mudou tudo, mas para pior. Aqui cresceu desordenadamente, e como existe uma má vontade por parte do Prefeito Tadeu Palácio, a área está abandonada".
Para Arnaldo Costa Soares, "entra ano e sai ano e ninguém olha para cá, mas quando chega o período próximo à eleição, todos prometem tudo para o local".
Os barraqueiros afirmam que há seis meses houve uma reunião com a Secretaria Municipal de Terras Habitação e Urbanismo, o delegado da área, Corpo de Bombeiros, as Secretarias de Serviços Urbanos e da Fazenda e Secretaria de Meio Ambiente, mas nada foi decidido em termos de melhorias para a área.
Aquiles diz que o gerente metropolitano de São Luís, Ricardo Murad, construiu a passarela e reestruturou toda área ao redor do papodromo. Mas como a Gerência Metropolitana foi extinta pelo governador José Reinaldo, acabou em parte a esperança de ver este lado reformado. E pergunta: "há engenheiros nas secretarias. Pode não ter dinheiro, mas daria para ser planejado algo melhor para cá. O que falta é uma vontade política para que seja feito um replanejamento da área".
"Isso aqui parece mais uma favela no Centro da Cidade", diz Eunice Oliveira Vieira, proprietária de uma barraca. "Não temos mais nada aqui, não há banheiro público. A tendência será acabar isso aqui", reclama.
Houve uma grande proliferação de oferta no local com o crescimento no número de bares, além de lava-jatos, restaurantes, quiosques, posto de táxi, mototaxis, terminal de coletivo, além de posto de venda de passagens da Serv porto. No entanto, não querem que ninguém saia dos seus locais de trabalhado, mas que tenha uma adequação. O que estão reivindicando são a reestruturação e adequação do espaço ocupado. "Seria necessário fazer um treinamento para o pessoal, na parte de tratamento, recepção e higiene", frisa Aquiles.
Reclamam ainda que após a implantação da Lei-Seca pela Secretaria de Segurança, aumentou consideravelmente o nível de marginalização no local.