O caseiro Francenildo dos Santos Costa, Nildo, confirmou em depoimento à CPI dos Bingos que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, fez várias visitas à mansão alugada por ex-assessores da prefeitura de Ribeirão Preto, no Lago Sul de Brasília. "Eu confirmo até morrer", disse ele ao ser questionado pela senadora Heloísa Helena (Psol-AL). Em depoimento à CPI dos Bingos, Palocci negou que tenha ido à casa.
Francenildo também afirmou que Palocci era amigo de Vladimir Poletto, Rogério Buratti e Ralf Barquette, já falecido, freqüentadores assíduos da casa. Segundo ele, Poletto era o responsável pelo pagamento das despesas da casa, inclusive seu salário, que era recebido em dinheiro. O homem contou que Palocci era chamado pelos demais como "chefe".
O caseiro disse que a casa era usada principalmente para a realização de churrascos e festas, que ocorriam em média duas vezes por semana.
Antes do início do depoimento oficial, Francenildo já havia dito que confirmava as declarações que havia visto Palocci "umas 10 ou 20 vezes" na casa. O depoente também negou que tenha recebido dinheiro para fazer essas acusações, como alegam integrantes da ala governista.