Iran deixou a casa do Big Brother Brasil 6, da TV Globo, com 63% dos votos. Mas isso pouco o incomodou diante da surpresa que o esperava na saída: sua mãe, Geovana, com quem ele não falava há 10 anos, estava a sua espera.
Quando o carioca saiu do confinamento deu um forte abraço em Geovana e foi às lágrimas. "Caraca, não imaginava ver a negona aí", desabafou. "Não achava que ela viria, mas aprendi com meu pai que não devemos fechar a porta na cara de ninguém", contou.
Iran mal conseguia falar sobre o jogo. Engrenou em suas lembranças familiares e se emocionou ao falar do pai - na verdade seu padrasto - o repórter fotográfico Luis Clóvis Scarpino, morto em 2003. "O meu pai tentou muito me reaproximar de minha mãe, mas nunca rolou", contou, amargurado. "Mas também não posso dizer o que vai acontecer. Uma semente foi plantada e talvez ainda dê tempo de ser cultivada", filosofa.
Uma vez refeito do susto o malandro de Vila Isabel retoma o prumo e segue falando de seus planos. "Fiz ENEM e tirei nota boa, mas não pude fazer faculdade por não ter estudado em escola pública. Mas quero correr atrás de uma bolsa, nem que seja de 50%", diz.
Iran, que hoje é vendedor em uma loja de roupas não quer continuar com essa vida para sempre. "Loja é assim, hoje sou bonito, malhado, mas um dia o peito vai cair a perna vai fraquejar e vão me mandar embora", prevê. "Posso estudar Marketing ou Educação física. O importante é que eu me adapto a qualquer coisa. Já fiz de tudo nessa vida", conta.
Isso é verdade, até tema de sucesso de novela Iran já foi. "Pois é, tomei um susto quando vi a música do Neneo, Meu Ébano, tocando. Um dia ele ficou só me sacando, pegando as minhas histórias e fez essa música. Pôxa, mas eu não sou isso tudo - "um negão de tirar o chapéu" - no máximo um pãozinho bem torrado", brinca. Quando soube que Alcione não gostou quando soube que a música era para ele, Iran não titubeou: "Gosto dela mesmo assim".