Os funcionários públicos municipais de Coroatá sentem-se coagidos, sob pressão da ex-diretoria do SINTSERC (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Coroatá), que foi eleito por um período de 2 anos, vencidos há mais de um mês - 16 de fevereiro -, porém seus diretores continuam no cargo com o apoio total do prefeito Luís da Amovelar e seus vereadores.
Com a proximidade das eleições, marcadas para o dia 26 de março, o então presidente e candidato do prefeito, professor Sérgio Luís Moraes Rodrigues, e o diretor financeiro, professor Edival Lima dos Reis, resolveram ameaçar de demissão, não renovação de contrato para o serviço público municipal e transferência para locais ermos, distantes, todos os funcionários que estejam participando da Chapa 1, liderada pela professora Fátima Pereira Martins, ou da Chapa 3, da professora Iracilde Nobre.
Até mesmo aqueles que falam da intenção de votar nas mesmas dentro das repartições públicas estão sendo ameaçados, tanto pelos membros do sindicato, quanto pela atual secretária de educação, Arly Gonçalves Diogo, que conta com o apoio do marido, Walter Santos.
Desistência à força
Sob a alegação de que precisam estar do lado ao prefeito para que possam ser ouvidos, a atual diretoria do Sindicato elaborou um modelo de declaração de desistência da chapa e chamou os membros inscritos para obrigá-los a assinar sob forte ameaça de desemprego.
Os servidores já têm mesmo medo de reivindicar seus direitos, tal a maneira como são incisivamente ameaçados. Por lei, o Sindicato deveria defender, junto à Prefeitura, todos os interesses da classe, mas não é o que vem acontecendo em Coroatá.
O abono pago pelo FUNDEF para todos os professores municipais, por exemplo, ainda não foi pago por Luís da Amovelar. Ainda existem vigias, varredores de ruas, operacionais de serviços diversos, que nunca receberam o 13º salário. Apesar disso, o presidente do Sindicato, Sérgio Luís, já comentou, diversas vezes, que não sabe do dinheiro. O secretário de finanças também já declarou que o montante já foi gasto com outras dívidas.
De acordo com informações de trabalhadores do próprio Sindicato, os dirigentes ainda não se posicionaram sobre o assunto por conta das dívidas que a atual gestão. Existem denúncias de que o mesmo não prestou contas, gastou o dinheiro público e fez aliança com prefeito e vereadores para obter as benesses da máquina administrativa municipal.