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Escola na zona rural é motivo de impasse


Data de Publicação: 19 de março de 2006
 
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A escola do povoado Tatajuba vem sendo motivo de um impasse entre os moradores da localidade e o prefeito de Coroatá, Luis da Amovelar: a escola, que foi construída com recursos federais, através de um convênio entre o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e a associação do Projeto de Assentamento, contou ainda com uma contrapartida dos moradores, que ajudaram com mão de obra durante a construção.

Segundo os moradores, no entanto, a prefeitura, que em nada ajudou para que fosse construída a escola no povoado, agora é a que mais se beneficia. Um exemplo está no nome dado à escola (Nadi Martins Costa Soares), da já falecida sogra do prefeito Luis da Amovelar.

Os moradores do povoado afirmam que o fato de a escola receber o nome da sogra do prefeito é um ato de total injustiça, já que a mesma sequer conhecia o lugar.

"O nome deveria ser da pessoa mais velha da comunidade ou do fundador", dizem os moradores, revoltados.

Vagas

Outro motivo para o impasse são as 5vagas oferecidas para os cargos de vigia e AOSD, que, ainda segundo os moradores, deveriam ser destinadas aos membros da Associação, mas o Luís da Amovelar tomou-as para si e as ofertou a pessoas de outra comunidade, que em nada contribuíram para a construção da escola.

Na ultima segunda-feira (13), moradores da Tatajuba ocuparam o colégio, impedindo que fossem realizadas as aulas. Na ocasião, foi marcada uma reunião com o prefeito e a secretária de educação, para o dia seguinte, mas, para surpresa dos moradores, nenhum dos dois apareceu.

A equipe de Veja Agora estava presente e testemunhou um princípio de tumulto, motivado pelo grau de frustração dos populares.

O presidente da Associação do Projeto de Assentamento da Tatajuba, Domingos Santos, era um dos mais exaltados. "A culpa de tudo é do prefeito. Eu mesmo por várias vezes já avisei o prefeito com relação ao nome da escola e a preferência das vagas para os cargos disponíveis", afirmou.

Já o vice-presidente, Vandeilson Jansen, ressaltou que, "se não forem atendidas as reivindicações, os moradores irão ocupar novamente o prédio da escola por tempo indeterminado e retirar o nome colocado na escola sem a devida consulta aos moradores".

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