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Para ambulantes, São Pedro e Tadeu atrapalharam as vendas


Data de Publicação: 2 de março de 2006
 
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Comércio informal do Anel Viário

"Nem São Pedro, nem Tadeu ajudaram". Foi com essas palavras que Suzane Souza expressou sua indignação quanto às vendas deste ano durante o carnaval. Há 50 anos vendendo lanhes no Carnaval, São João e Lava-Pratos, ela diz que este ano foi o pior carnaval da sua vida.

Para a ambulante, os motivos do fiasco na venda foram diversos. Um deles foi o local onde ela instalou a barraca - literalmente na lama. Pelo espaço, Suzane pagou R$ 20,00. Segundo ela, os lugares melhores eram muito caros, R$ 100,00. "Os políticos estão relaxando as coisas, a diversão das pessoas. Nos outros anos se não vendíamos tudo, prejuízo não tínhamos", lamentou.

Alguns tiveram que "se virar" com barracas nos canteiros, em cima da terra, sem energia elétrica e regados pela chuva e pelos esgotos. "Passamos uma semana passando fome, pegando chuva, atrás deles (responsáveis pelo cadastro) para a prefeitura organizar o pessoal dentro da lama e do esgoto. Estamos parecendo caranguejos!", contou indignada Doraci de Jesus Pimenta.

Há 5 anos no circuito carnavalesco, ela reclama que não houve organização na divisão dos espaços e compromisso com os cadastros. Para conseguirem os lugares, os barraqueiros precisaram se humilhar para conseguir o cadastro. No dia que os fiscais marcaram para irem ao local, os ambulantes chegaram 5h da manhã e ficaram até 17h sem que os fiscais aparecessem. "O horário marcado pela Semturb era 9h da manhã".

Jane Luiz Pereira queixou-se que a Companhia de Energia não disponibilizou energia para as barracas e cada um teve que fazer uma gambiarra arriscando a própria vida e a segurança dos outros que estavam trabalhando ali. "A vigilância sanitária sabe vir fiscalizar a forma como vendemos as coisas, mas não dão conta do lugar que a prefeitura nos jogou", reclamou.

Na hora que a equipe do Veja Agora esteve no local um ambulante "se preparava" para desligar os fios. Nessa instante estava chovendo e o rapaz não possuía nenhum equipamento de segurança e apenas alegou: "Hoje em dia tudo que fazemos nos expõe a risco!".

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