Após um simples telefonema, a direção regional da Cemar descobriu o desvio de 4000 mil quilos de cobre avaliados em 23 mil reais. De acordo com informações da polícia, o golpe foi descoberto depois que José Ricardo, que estava guardando os fios na residência dele, ligou para tratar do assunto.
Depois da ligação a direção da empresa descobriu que os fios estavam sendo comercializados por um homem identificado apenas como Wilson ou "Espalha Brasa", residente na cidade de Anapurus, que estava se passando como funcionário da empresa. Ele ofereceu os fios para João Capistânio David, conhecido como "Capistão" pela quantia de 500 reais.
Depois de fechar o negócio, "Espalha Brasa" se dirigiu para a cidade de Urbano Santos, onde os fios estavam guardados na residência de José Ricardo. Lá, "Espalha Brasa" e "Capistão" falaram para José Ricardo que o ex-funcionário da CEMAR, Antônio José, tinha autorizado o mesmo a pegar os fios de cobre, o que de imediato foi feito por José Ricardo.
No entanto, assim que os dois saíram da casa dele, o mesmo ligou para a gerência da CEMAR e tratou sobre o assunto, porém foi informado que Antônio José, não pertencia mais ao quadro da empresa, nem tampouco havia autorizado José Ricardo a fazer qualquer tipo de entrega dos fios de cobre a quem quer que fosse.
"Espalha Brasa" escondeu os fios em uma capela no povoado de Tanque, localizado na cidade de Anapurus, e que juntamente com o "Capistão" iriam provavelmente vender os fios para algum receptador. Todos se encontram na cidade de Anapurus à disposição da Justiça.