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Simon e José Reinaldo são iguais


Data de Publicação: 24 de março de 2006
 
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O senador Pedro Simon tem um conceito próprio de ética. Ele quer que o Conselho de Ética do PMDB puna os senadores Ney Suassuna, José Sarney e Renan Calheiros porque eles não dizem amém às suas insanidades, como a que ele tentou levar a termo no último domingo, impondo a realização de prévias no partido, quando a instância que convocou a realização destas havia sido anulada pelo Supremo Tribunal Federal.

Durante o governo de FHC, Simon foi um dos mais ásperos adversários do ex-presidente e chegou a assinar um pedido de CPI para investigar a existência do caixa 2 que recebeu - e não declarou - mais de R$ 10 milhões das despesas de campanha do PSDB. No embalo das denúncias, quis ser candidato a presidente em 2002 pelo PMDB. Foi derrotado.

Depois, se ofereceu para ser vice de José Serra. Novamente foi engolido pelas circunstâncias. Ávido para reduzir sua fama de grosseiro e homem pouco dado a gentilezas, Serra foi "perfumar" sua chapa com a indicação da charmosa deputada Rita Camata, do próprio PMDB.

Prostrado com a decisão do partido, já que sempre se considerou um estadista, Simon ficou por alguns meses em completo ostracismo. A vitória de Lula, entretanto, o faria se levantar de seu sarcófago político e se lançar na aventura de levar o PMDB, umbilicalmente ligado a Serra, para se vender ao novo governo. O presidente preferiu buscar apoio no grupo ligado a Sarney, que o havia apoiado desde o primeiro turno. Segundo a Folha de São Paulo, foi o próprio Lula quem vetou o acordo para a participação do PMDB serrista no primeiro escalão de seu governo. A Folha Online apurou que, além do entrave no Congresso, petistas do Rio Grande do Sul também vetaram a entrega do Ministério das Minas e Energia ao senador Pedro Simon.

Agora, o senador gaúcho mostra que, apesar da idade, não aprendeu nada de política. Sua luta em defesa das prévias, sem esperar a manifestação do STF sobre a verticalização, era apenas mais uma tentativa de oferecer outra vez o partido aos tucanos, já que seu grupo ficou sem espaço não só dentro da legenda, mas, também, no Governo Federal. O resto é delírio!

Simon, já de provecta idade, comete os mesmos erros políticos do governador José Reinaldo, um neófito no assunto. O governador não tem um projeto administrativo e, embora seu mandato esteja a menos de 10 meses do fim, ainda não apresentou um programa de governo e ninguém conhece suas metas.

Continuar comandando o caixa do estado não é seu único móvel. Ele quer, de qualquer forma, destruir a senadora Roseana por pura inveja e rancor. Como Simon, o que move José Reinaldo é um grande sentimento de frustração, porque ele rompeu com seu grupo para agradar sua mulher, Alexandra, que não aceita a inquestionável liderança de Roseana. A primeira-dama tinha inveja da popularidade da ex-governadora e se utilizou da máquina administrativa do marido para tentar se impor como a Grande. Só conseguiu um delicioso isolamento voluntário em Brasília, com tudo pago, segundo o jornalista Giba Um, do jornal O Estado de São Paulo, pelos "dez milhões de reais depositados em seu cofrinho" pelo governador.

Simon e José Reinaldo são iguais. Exatamente iguais. No ocaso de suas vidas públicas, tentam jogar lama na reputação de quem sempre lhes deu a mão. Mas, apesar deles, o Maranhão e o Brasil virão amanhecer um Novo Tempo.

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