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Data de Publicação: 24 de março de 2006
 
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De Schumacher a Barrichello

Quando começou a corrida da Fórmula 1 da sucessão eleitoral maranhense, o ex-prefeito Jackson Lago tinha a melhor equipe, o melhor carro e era, disparado, o candidato favorito do dono da escuderia, Don José "Enzo Ferrari" Reinaldo tupiniquim. O tempo foi passando e enquanto não conseguia ajustar seu motor, não rendia nas retas e rodava seguidamente nas curvas, colocando em perigo a segurança da equipe, Jackson foi perdendo posições no conceito de Don Enzo Reinaldo.

Ele insistia em querer ser Schumacher, mas era ultrapassado até pelos retardatários.

Enquanto procurava um novo piloto para a escuderia, o dono da equipe afastava mais e mais seu antigo protegido, que antes o chamava de "meu líder".

O novo primeiro piloto da equipe ainda é um iniciante, nem mesmo chega a ser um Felipe Massa, mas já anda amarelando nas curvas mais perigosas. E diz que a culpa é do antigo piloto n° 1, que diz que a cor amarela é por causa de um certo "laranja".

O piloto antigo, que queria ser Schumacher, agora não passa de um espectro de Rubinho. Aliás, chegar em segundo tem sido uma rotina torturante na vida de ambos.

Mentiroso
Além de se aliar a um juiz de Coroatá para desrespeitar o Tribunal de Justiça, o prefeito de Coroatá, conhecido pela alcunha de Luiz da Amovelar, é um rematado mentiroso. Ontem, pagou com o dinheiro do povo de Coroatá, anúncio num jornal local onde afirma que não há nenhum impedimento de ordem legal para a realização do concurso. Mentira. E da grossa. O Pleno do TJ considerou ilegal a lei que permitiu a realização do concurso.

Só vendo
Carlos Braide teria ameaçado romper com José Reinaldo caso não seja ungido presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia. Quem conhece o deputado e seu apego ao cargo do filho na Caema, sabe que a ameaça é um blefe. Mas, também, pode ser que ele esteja pensando em cumprir a promessa que fez ao senador Sarney de que em breve estará de volta ao grupo de Roseana.

Medo
A rejeição ao nome de Braide para presidir a CCJ da AL parte do próprio governador José Reinaldo. Ele teme que, num segundo momento da sucessão governamental, Jackson decida romper com ele e, como Braide é do PDT, o governador acha que pode colocar seu pescoço a prêmio numa ação de impeachment. Afinal, se Braide não fizer o que Jackson manda ele fica sem legenda para concorrer.

Quixotesco I
O discurso de despedida de Edson Vidigal em sessão no STJ, no início da semana, é um primor de modéstia e humildade. "É o espírito público no interesse superior da causa pública que me leva agora de volta à vida pública para uma nova jornada no meu estado", diz o ministro, em um dos trechos.
Vidigal garante que sai vitorioso porque, qual Dom Quixote de Cervantes, crê que não há derrota quando não se perde a honra, nem a dignidade.

Quixotesco II
Não é de hoje que muitos têm Vidigal na conta de Dom Quixote. No Maranhão, o que não faltarão nas batalhas do cavaleiro caxiense são os moinhos e cabeças de vento dentro dos partidos que formam a tal Frente da Traição.

Do alto da sua larga humildade, Edson Vidigal prega em discurso - e certamente ecoará nos palanques do Maranhão: "O mal prospera quando os bons se omitem".

Ele, claro, ao renunciar ao cargo de ministro, acredita estar contribuindo com a sua parte para o nosso belo quadro social.

Única?
Lideranças comunitárias da área Itaqui-Bacanga começam a se movimentar contra a idéia de Tadeu Palácio de fixar em R$ 1,70 o preço das passagens de ônibus de São Luís. A revolta é maior porque o prefeito beneficia os bairros nobres da capital, como Calhau e Olho d'Água.

Moradores da Liberdade, Sá Viana e Anjo da Guarda, por exemplo, vão deixar de pagar R$ 1,00 para pagar R$ 1,70.

Jardins da Babilônia
Os jardins suspensos da Babilônia são uma das sete maravilhas do mundo. Mas encontrou um rival de respeito. O matagal que cerca a Secretaria de Segurança vai custar a bagatela de R$ 533 mil para ser, digamos, "jardinado". E, depois, andam fazendo devassa na administração de Raimundo Cutrim. Macaco escondido com o rabo de fora.

O jardineiro feliz
O grupo Maciel Jardins pode ter sido o feliz ganhador do contrato acima, denunciado pela deputada Teresa Murad. Teresa diz que o contrato é imoral, pois fere a legislação. Segundo a deputada, essa é uma prática comum no governo de José Reinaldo.

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