O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin, descartou ter problemas para fechar a aliança com o PFL devido à manutenção da regra da verticalização, decidida ontem do STF (Supremo Tribunal Federal). A regra obriga aos partidos a manterem em nível regional as coligações acertadas em nível federal.
PFL e PSDB, que podem se unir na candidatura à Presidência, têm arestas a acertar em dois dos principais colégios eleitorais do país: São Paulo e Rio de Janeiro. No Estado do governador, o PSDB tem quatro pré-candidatos. O PFL paulista, no entanto, sinalizou que pode lançar o nome do empresário Guilherme Afif Domingos. No Rio, o PFL e PSDB ainda precisam definir as chapas para a sucessão estadual.
"Não, não tem problema. Acho que a aliança com o PFL, no que depender de mim, nós vamos fazer", disse Alckmin, após a inauguração de uma restaurante "Bom Prato" na zona leste da capital paulista. Ele confirmou o almoço com o prefeito César Maia na sexta-feira. Maia, ainda na posição de virtual candidato à Presidência da República pelo PFL, não abriu mão de sua postulação em favor de Alckmin e pediu tempo para pensar.
"Ela [a manutenção da verticalização] dificulta nos Estados. Você não pode fazer uma coligação estadual em desacordo com a coligação nacional. Agora, para a democracia brasileira, se nós queremos ter partidos políticos nacionais, isso é positivo", afirmou.