CASO NEMIAS
Após receber uma denúncia sobre a existência de um pequeno casebre na Vila Maranhão que estaria servindo de abrigo para os traficantes acusados de matar o cabo Nemias Wanderley da Silva Santos, assassinado no início da noite de segunda-feira (20), em um sítio na Vila São Benedito, na Vila Embratel, dezenas de policiais foram para área e acabaram por se confrontar com alguns suspeitos.
Segundo informações da PM, os militares teriam sido recebidos à bala, e no tiroteio José Ricardo Pinheiro, 26 anos, acabou morrendo. A vítima ainda chegou a ser socorrido mais não resistiu aos ferimentos.
Um segundo homem teria sido baleado, mas o nome não havia sido confirmado até o fechamento da nossa edição. Outros dois suspeitos, Edson Carneiro Araújo e Djalma Jesus Correia Martins foram detidos e encaminhados para o 16º DP, na Vila Embratel, como suspeitos e permaneciam lá até o fechamento da nossa edição.
Outra versão
Diferentemente da versão apresentada pela polícia, a mãe da vítima, Maria Pinheiro, disse que o filho não era bandido, nunca teve envolvimento com a polícia, e que no local moravam apenas a vítima, ela e o marido, Valdomiro Pinheiro.
Na casa não tem vizinhos próximos, e como não estava no momento do ocorrido, a dona de casa declarou apenas o que ouviu falar por terceiros. Diante da situação, somente a forma que encontrou a casa, ou seja, revirada e com algumas cápsulas de bala.
De acordo com o coronel Francisco Melo, comandante do CPM, a denúncia feita via Ciop´s de uns disparos ocorridos na noite anterior foi o que levou a polícia ao local. "Policiais foram para área averiguar a denúncia, mas como não existe luz, mandei os homens recuar para evitar outra tragédia e retornar pela manhã, no entanto, nosso pessoal foi recebido à bala", informou o coronel. No local um revólver 38 acabou sendo apreendido.
A caçada na área tem como objetivo localizar Roberto Silva Maranhão e Fernando Pereira Gomes, conhecido como "Pernambucano" ou "Cabrobó", apontado como principais suspeitos. Em relação ao incidente na Vila Maranhão, o Comando da PM preferiu não se pronunciar sobre o assunto.