Detalhes estarrecedores sobre as mortes de três jovens assassinadas e estupradas em Açailândia, foram revelados no final da manhã de ontem à imprensa, na sede da Superintendência de Polícia Civil do Interior, por João Gonçalves de Paiva, 23 anos, réu confesso. Além do estupro contra uma dona de casa e outra professora, e uma tentativa tendo como vítima uma menor de apenas 11 anos, o acusado também confessou como matou Edinete Alves de Sousa, 19 anos, Girlene Soares do Nascimento, 20 anos, e Marta Silva Bezerra, 19 anos.
Os crimes contra Girlene e Marta ocorreram em maio e agosto, respectivamente em 2004, já Edinete, cunhada do acusado, desapareceu no último dia 13 e o corpo foi encontrado dias depois, após indicação de João Gonçalves. Ele foi encaminhado para o 9º DP, no São Francisco, onde ficará custodiado.
Segundo João Gonçalves, os crimes foram cometidos para realizar as fantasias sexuais da namorada, que só conseguia chegar ao orgasmo quando era tocada por outra mulher, então, como as vítimas eram sempre conhecidas, as mesmas tinham que ser executadas após a relação sexual. Ele ainda disse que antes de escolher Edinete, uma outra irmã residente na cidade de Imperatriz, teria sido escolhida para realizar as fantasias do casal de maníacos.
Detalhes macabros
Aparentando ser um homem frio e calculista, o acusado foi enfático ao afirmar que Elizângela Alves de Sousa, irmã de Edinete, com quem ele namorava desde 2002, participou diretamente de todos os crimes, inclusive foi quem teria escolhido a irmã para ser a próxima vítima. "Eu a convidei para deixa-la na escola e desviei o caminho, deixando-a amarrada, enquanto ia busca Elizângela, que já levou a barra de ferro usada no crime. Depois de ameaçá-la, mantive relação com minha namorada enquanto ela chupava os seios da vítima e, em seguida, Edinete foi obrigada a fazer sexo oral na própria irmã, enquanto eu a penetrava, mesmo ela estando mestruada", disse em depoimento.
Ainda segundo João, depois que Elizângela gozou ele bateu com a barra de ferro no abdômen de Edinete e desferi um golpe atrás do outro. Já bastante machucada, Elizângela tomou a barra das mãos dele e atingiu o olho, vazando-os, mesmo Edinete ainda estando viva. "Minutos depois arrastei e escondi o corpo em uma moita e fui deixar Elizângela na escola", declarou o acusado.
Nos casos das duas outras vítimas, João Gonçalves disse que o mesmo modus operanti foi empregado. Em se tratando de Girlene, inclusive, a namorada teria sido a responsável pelo golpe desferido no pescoço dela, feito com um pedaço do retrovisor quebrado. Diante da riqueza de detalhes, as investigações continuam a fim de que seja confirmada a participação de Elizângela ou não nos crimes, o que deverá acontecer nas próximas horas, através de uma acareação entre os dois acusados. No início desta semana, naquela cidade, a polícia realizou a constituição de todos os crimes.