O advogado Marcos Coutinho Lobo ingressou, ontem, no Ministério Público, com um pedido para que os deputados Teresa Murad (PMDB) e César Pires (PFL) passem a atuar como autores nas representações feitas contra o ex-prefeito Jackson Lago, os deputados Rubem Brito, Mauro Bezerra, o ex-presidente da Coliseu, Renato Dionísio, além de Jerry Abrantes, Maria Thereza Soares Pflueger, Maria Helena Nunes Castro, Abdalaziz Aboud Santos e Arieldes Macário da Costa, ex-secretários municipais e assessores do ex-prefeito Jackson Lago.
São três representações feitas pelo PFL e PSB, que tinham como autor o deputado Wilson Carvalho, agora aliado dos acusados. Tais ações se baseiam em notícias publicadas na imprensa maranhense de que, nas administrações de Jackson Lago à frente da Prefeitura de São Luís, houve uma série de ilicitudes que estão a exigir a punição do prefeito e de seus aliados. O advogado Marcos Lobo, à época, denunciou o prefeito, Renato Dionísio e outros, pela alienação fraudulenta de veículos, licitações ilícitas, desvio de recursos públicos e até a supressão de um relatório do Tribunal de Contas do estado dando conta de irregularidades na administração do prefeito em 1999.
Proteção
Atual aliado do ex-prefeito Jackson Lago, Wilson Carvalho vem se recusando a fornecer informações aos antigos colegas de bancada sobre o andamento das representações judiciais. Os deputados Teresa Murad e César Pires acreditam que tal atitude visa, deliberadamente, a impedir a continuidade das ações e que os prazos legais sejam cumpridos, de forma a permitir que Jackson Lago e todos os acusados sejam absolvidos nas ações promovidas pelo PFL e PSB.
A proteção de Wilson Carvalho a seus novos aliados está terminantemente comprometida. Na representação feita pelos dois parlamentares de oposição, o advogado solicita que ambos sejam qualificados como titulares nos atos legais que visam a apurar a prática de ilícitos civis e criminais. Eles pedem ainda que lhes sejam entregues cópias, de inteiro teor, dos três processos.
A decisão dos deputados é para impedir que o deputado Wilson Carvalho, em comum acordo com o ex-prefeito e os demais acusados, possa protelar o exame das matérias e livrar os réus das ações propostas.