O governador foi flagrado, na última semana, mentindo mais uma vez para ludibriar os servidores públicos operacionais da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), comandada por Edson Nascimento.
José Reinaldo (PSB) informou que o dinheiro oriundo do recolhimento do PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) para o pagamento do abono salarial aos servidores que recebem até dois salários mínimos - que deveria ter sido efetuado no final do ano passado - já havia sido repassado ao Banco do Brasil - administrador dos recursos. Era mentira.
Funcionários lotados na Secretaria de Educação correram para as agências bancárias, apenas para enfrentar, novamente, o infortúnio da má notícia: não havia dinheiro algum para nenhum deles. Restava apenas voltar para casa e denunciar, mais uma vez, o descaso do Governo do Estado com os funcionários da Educação.
Denúncias freqüentes
Desde o início do ano, têm brotado denúncias contra a atitude deliberada de José Reinaldo, que, apesar de alardear que o Estado bateu recorde de arrecadação, não cumpre com suas obrigações no que se refere ao pagamento de benefícios dos seus colaboradores - como são chamados os servidores públicos estaduais pelo próprio governador.
A maioria dos funcionários que já entraram em contato com a equipe de reportagem de Veja Agora reclama que o abono - referente a um salário mínimo, a ser pago ao final de cada ano - é sempre aguardado com muita ansiedade, pois representa a principal saída para muitas dívidas contraídas ao longo dos meses de trabalho.
O PASEP foi criado em 1970, pelo Governo Federal, e tem seus recursos administrados pelo Banco do Brasil, que faz o pagamento direto aos beneficiários, ou ao empregador no caso de empresas ou instituições que tenham convênios com o banco, caso do Governo do Estado. Neste último, o empregador assume a responsabilidade pelo repasse ao empregado, o que não vem sendo cumprido por José Reinaldo.