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E AGORA SEUS BOCAS DE LIXO?


Data de Publicação: 25 de março de 2006
 
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Cantador: Boca de Fogo

Se a ilha não fosse fértil
Por conta da natureza
E por si não sustentasse
Tudo que tem de grandeza
Tadeu já tinha acabado
Com toda nossa riqueza

Se o maranhão não tivesse
Um brôco na direção
Uma dama socialite
Que só pensa em diversão
A gente não estaria
Vivendo nesta aflição

Se não houvesse essas pragas
Que só vivem de sugar
Esses ratos da tal da frente
Os quais podemos notar
Como eles sobrevivem
Em sua cadeia alimentar

Tendo engodo no palácio
É melhor coisa que há
Que basta um mês de babugem
Para a espécie engordar
Mais se não houver propina
Para os bichinhos se alegrar
Em cima da mesma hora
Eles começam a secar

E pra má sorte de alguns
O palácio está minguando
Quem quiser ter a certeza
Do que ali ta se passando
Olhe pra domingos dutra
Como ele está secando

E na lei dos Reinaldistas
Como os gatunos se estranhando
Quando o engodo é de menos
O mais forte sai ganhando
E de tanto querer só
Termina se empasinando

Quem quiser ver a amostra
Do que mais estão furtando
Basta olhar em R.Brito
Como ele está inchando
Que adianta ser da frente
Por traz viver bajulando

Por sermos um povo humilde
De uma terra hospitaleira
Jamais deveríamos ser
Roubados dessa maneira
Onde parte da justiça
Contribui com a bandalheira
Deixando na impunidade
Os donos da roubalheira

Nosso clamor se levanta
Com a voz da liberdade
Inspirados nos anseios
Da própria sociedade
Sabendo que só a mudança
Nos dará dignidade

Diante dessas sujeiras
Que corrompe o nosso estado
O jura está em alerta
Deixando agente avisado
Sobre o acordo imoral
De Jackson com Zé Reinaldo

E na hora do acertos
Da vergonha até falar
Que grande decepção
Morder e depois soprar
Tomar de volta o seu vômito
Ingeri sem reclamar

Denunciar o ladrão
E depois compartilhar
Com a divisão do roubo
E por cima ainda ficar
Cheirando pum do seu líder
Naquela idade que está

Esses lobos sem vergonha
Que se fingem de cordeiros
Tão começando a sentir
O que é ser traiçoeiros
Eles ladram, eles mordem
Tudo isso é desespero

Igual o rei que assume
E não manda por inteiro
É um galo sem ter galinha
E sem comando de terreiro
Que depois de enfraquecido
Não trepa nem no puleiro

Não adianta ter poder
Sem ter força consistente
Querer se fazer de brabo
Dando uma de valente
Ainda mais que não tem
Uma vida transparente

Quem é trouxa vez em quando
Traído constantemente
Levando pau na cabeça
Se fingindo que não sente
É manso por natureza
Ou é besta consciente

Se o Maranhão do passado
Não servisse de lição
E por si hoje não brotasse
Farturas do próprio chão
Os primores de poetas
Os brios de Beckman
Qual prazer que nós teríamos
Com os traidores então

Não entendo essa quadrilha
Com esses ratos em ação
Usufruindo o poder
Falando em libertação
Se afinal são eles mesmos
Que estão com tudo na mão

E quando estão na assembléia
No intervalo das seções
Se agrupam com Evangelista
Para armar suas transações
E dali vai todos juntos
Xeretar os seus patrões
De tarde na prefeitura
E de noite nos leões

A agora sem bocas de lixo
Respondam sem babujar
Sobre posição do lidas
Na opinião popular
O mais corrupto dos governos
Mal visto em qualquer lugar
Sacrificando o povo pobre
Com as mazelas que ai está

Se vocês não têm resposta
Deixo a pergunta no ar
Que tem a ver os Sarney
Com esses rombos que há
Se todos eles foram feitos
No governo que aí está

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