O papa Bento 16 presidiu ontem, na praça de São Pedro, a cerimônia solene em que nomeou 15 novos cardeais, a quem pediu que o ajudem a obter a "plena unidade entre os cristãos" e valorizar os "pequenos e pobres".
Oito europeus - entre eles o arcebispo de Toledo (Espanha), Antonio Cañizares - três asiáticos, dois americanos, um africano e um latino-americano, o arcebispo de Caracas, Jorge Urosa, receberam a bula papal e o barrete púrpura que os consagram "príncipes" da Igreja.
"Conto com vocês para que, graças à atenta valorização dos pequenos e pobres, a Igreja ofereça ao mundo de modo incisivo o anúncio e desafio da civilização do amor", pediu o papa durante a homilia. "Conto com vocês para que, através do esforço comum de fixar o olhar no coração aberto de Cristo, torne-se mais seguro e rápido o caminho até a plena unidade dos cristãos", acrescentou.
Antes da homilia, Bento 16 leu em latim a fórmula para a proclamação dos cardeais, segundo o rito criado em 1991 por seu antecessor, João Paulo 2º. O anel de ouro cardinalício será entregue hoje, em missa solene na praça de São Pedro.
Cerca de 15 mil pessoas, entre elas 150 cardeais de todo o mundo, bem como bispos, grupos de peregrinos e delegações dos países de origem dos novos cardeais assistiram à proclamação. O papa lembrou aos novos cardeais que, com a designação, eles juraram "comportar-se com força, até derramar o sangue pela fé cristã, a paz e a tranqüilidade do povo de Deus".
Bento 16 rompeu a tradição de evitar os consistórios para a proclamação de cardeais durante a Quaresma, período de jejum e oração que antecede a Páscoa e que neste ano vai de 1º de março a 15 de abril.