CABO ELEITORAL DE TADEU
Os esquemas envolvendo o prefeito de São Luís, Tadeu Palácio (PDT), e seus secretários para arregimentar apoio político no movimento estudantil continuam vindo à tona. Na última sexta-feira (24), um "grande ato show" foi organizado na Praça Deodoro por supostas lideranças estudantis da capital com intuito de, em tese, comemorar o Dia Nacional da Luta Estudantil.
No entanto, de acordo com o representante do CONESMA - Conselho dos Estudantes Secundaristas do Maranhão -, Marcelo Matos, a manifestação foi promovida, única e exclusivamente, para conseguir apoio estudantil e facilitar um acordo entre o SET (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo) e a Secretaria Municipal de Transportes Urbanos (SEMTUR), de Canindé Barros, para o aumento das passagens de transportes.
Na ocasião, Matos denunciou, ainda, que os pretensos líderes estudantis e organizadores do ato, Wellington Gouveia, Ana Paula Ribeiro e Paulo Vitor Fontenelle, foram todos cooptados pelo prefeito e recebem salários através de uma cooperativa prestadora de serviços para a Prefeitura de São Luís. "Depois disso, é claro, eles deixaram de defender os interesses dos estudantes", afirmou.
Mais um
A informação já havia sido divulgada por Veja Agora - e confirmada com a apresentação dos contracheques - e, agora, ganha novos contornos com a descoberta de que outro "líder" estudantil também recebe dinheiro do Executivo Municipal.
Raimundo Ivanir Abreu Penha, ou apenas Raimundo Penha, como é conhecido no movimento estudantil, ex-presidente da UMES e tutor políticos dos novos dirigentes da instituição, aparece na folha de pagamento da Multicooper MA - Cooperativa de Trabalho, que presta serviços para a secretaria de Canindé Barros.
De acordo com documento da Previdência Social, Raimundo Penha está inscrito na cooperativa sob o registro 119.65279.21-4 e recebe nada menos que R$ 3.844,12 por mês - mais de dez salários mínimos.
Ainda segundo Marcelo Matos, assim como os outros três estudantes, Raimundo Penha não trabalha de fato para a Semtur, apenas recebe os salários para fazer política estudantil a favor de Tadeu Palácio, prática que vem se tornando comum na atual administração municipal.