PREVENTIVA
Em entrevista concedida ontem, o promotor Cláudio Guimarães, da Promotoria de Investigação Criminal, informou o motivo que ensejou o pedido por parte do órgão do Parquet e a conseqüente decretação da prisão preventiva do delegado André Monteiro, acusado de integrar uma quadrilha especializada em comercializar veículos de luxo com documentação falsificada.
Segundo o promotor, o fato do delegado ter mandado alguém à cadeia com objetivo de coagir Moisés Mazzey e Airton Luís Gama, o "Luís Gaúcho", para que eles mudassem o depoimento em favor dele, foi o que motivou o pedido de prisão. Os dois - os únicos detidos além do delegado -, foram presos no mesmo dia.
Os policiais chegaram a André Monteiro através de Moisés, o primeiro a ser flagrado em uma loja de revenda de veículos na Areinha. Diante dos policiais ele confessou o esquema fraudulento. Ele ainda entregou que, naquele momento, o delegado e "Luís Gaúcho" estariam tentando negociar uma BMW, em um lava-jato no Calhau, onde se deu a prisão.
Menos de uma semana após a prisão em flagrante, o delegado André Monteiro foi colocado em liberdade, mas há 15 dias, em razão da descoberta das pressões que ele estaria exercendo sobre os outros dois acusados, voltou para uma das celas do anexo na Delegacia Especial da Cidade Operária. Na segunda-feira (27), o delegado prestou depoimento à justiça, onde voltou a jurar inocência.
Ele ratificou as declarações que estaria investigando o desvio de caminhões. Ele alegou que o trabalho que estava sendo desencadeado, foi comunicado ao delegado Sindonis Cruz.