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IRRESPONSÁVEIS - José Reinaldo e Tadeu deixam São Luís à mercê de sua própria sorte


Data de Publicação: 31 de março de 2006
 
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IRRESPONSABILIDADE



Será que eles vão ter coragem de deixar que o Memorial
Bandeira Tribuzzi e o Aterro do Bacanga sejam mesmo destruídos?


O descaso com que o governador José Reinaldo e o prefeito Tadeu Palácio está retratado de forma dramática na situação de abandono em que vive a orla marítima, uma das principais áreas de lazer dos ludovicenses e o maior ponto de atração turística da Ilha. Áreas valorizadas e pontos de grande afluência da população, como a Ponta d'Areia e o Aterro do Bacanga estão sendo destruídos pela ação das marés sem que nossos governantes tomem qualquer atitude para evitar uma tragédia que pode acontecer a qualquer hora.

O monumento construído na Ponta d'Areia em homenagem ao maior poeta maranhense do século passado, Bandeira Tribuzzi, autor da letra do Hino de São Luís, está próximo de ser tragado pelas águas da baía de São Marcos. As marés de sizígia que acontece todos os anos neste período com mais força, já destruíram a pista que existia no local e se aproximam ameaçadoras do Memorial Bandeira Tribuzzi. Menos de dois metros separam a força da maré do prédio abandonado pelos poderes públicos. Tanto descaso só pode ser qualificado como uma grande irresponsabilidade do governador e do prefeito.

Aterro destruído

Outro ponto de grande fluxo de pessoas, inclusive a população menos favorecida da ilha, que usa o local como área livre de lazer, o Aterro do Bacanga também é objeto do descaso do governador José Reinaldo e do prefeito Tadeu Palácio. O aterro foi projetado pelo ex-governador Epitácio Cafeteira para ser uma grande obra de engenharia, que transformaria o lugar num grande pólo de diversão e entretenimento da capital.

O aterro foi feito apesar dos protestos de que poderia causar um desequilíbrio ecológico na área e de que poderia se transformar num elefante branco da cidade. Não foi isso o que aconteceu. O aterro hoje abriga casas de diversões, um terminal rodoviária, uma passarela de samba, um mercado de peixe e vários outros empreendimentos que geram emprego e renda para a população.

O único aspecto degradante é exatamente o avanço das marés sobre sua estrutura. A cada dia que passa a força do mar destrói um pedaço do aterro e as águas já avançam em direção às edificações, além de comprometer toda a estrutura do trabalho realizado, o que pode causar no assoreamento da área onde está localizado o aterro, impedindo a navegação.

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