Vitória do povo
Não tivesse adotado um vasto programa de valorização do judiciário maranhense e se não tivesse dado continuidade ao processo de nomeação dos funcionários concursados, acabando definitivamente com o longo trem da alegria, ainda assim o desembargador Militão Vasconcelos já teria garantido a inscrição de seu nome na história do Poder Judiciário com a decisão que tomou, ontem, de proibir que a Prefeitura e os tubarões do setor de transportes coletivos continuassem a avançar sobre o bolso da população mais pobre da cidade.
A decisão de cassar a liminar que autorizava o SET a negociar com a Prefeitura um reajuste de 33 por cento nas passagens, o presidente do TJ não causou nenhum constrangimento ao seu colega Megbel Abdalla, que havia concedido a liminar autorizando a negociação. O próprio Abdalla já havia dito a Veja Agora que sua decisão não obrigava a prefeitura a conceder o reajuste.
O que o desembargador Militão fez foi se antecipar à uma possível decisão unilateral dos donos de ônibus de reajustar as passagens, e garantiu, de forma corajosa, a preservação do acesso da população a esse meio de transporte que é o único que serve à população pobre.
Rindo de quê?
O mauricinho Riquinho Rico, Felipe Klamt, fez uma passeata com Alexandra, a Grande, e Tati Palácio, para comemorar uma "conquista" do órgão que dirigiu, o Conselho Estadual de Combate à Violência contra Crianças e Adolescentes. A festa foi porque o Maranhão "subiu" de 7° para 2° lugar entre os estados onde há mais denúncias de agressões a crianças. E isso é motivo de festa?
De costas
O jornalista Ribamar Bogéa, criador do Jornal Pequeno, completa hoje dez anos de morto. A família vai mandar celebrar missa na Catedral Metropolitana. Não está, entretanto, prevista nenhuma visita ao túmulo do Zé Pequeno. É que, com as estripulias do seu primogênito, a família pode estar temendo que o velho Bogéa venha dando voltas no túmulo.
Fantasia
Aliás, o carnaval já acabou e até hoje Lourival Peta Bogéa ainda não tirou a fantasia de palhaço. Ontem, anunciou que Sarney quer que Roseana seja vice de Lula. Ora, Roseana é do PFL, que vai se coligar com o PSDB, arquiinimigo de Lula. Mas a manchete de Lourival não é estupidez e nem burrice. É palhaçada, mesmo!
Barril
A Polícia Militar está em polvorosa. Há uma denúncia de desvio de verbas e compra superfaturada de peças e equipamentos para as viaturas da PM. Dois oficiais já estariam detidos e a corporação está um verdadeiro enxame de abelhas. Segundo uma fonte, se mexer mais, o barril pode explodir e muita gente graúda pode cair.
Cruzado na fome I
O senador Sarney lembrou que, entre outras coisas, o Plano Cruzado foi um laboratório para experiências econômicas que acabaram reduzindo a níveis de primeiro mundo a inflação no Brasil. Chico Viana, para mostrar serviço ao patrão, disse que Sarney fez com que a inflação chegasse a 80 por cento. Mentira. E ele sabe disso. A inflação chegou a 84% a pedido de Collor, então chefe de seu antigo patrão, João Castelo.
Cruzado na fome II
O que Viana e seus chefes de agora e de então não podem negar é que Sarney fez mais pelos mais pobres do que qualquer outro presidente. Criou o programa do leite, do gás, da luz e enfrentou os cartéis que mandavam neste país. Só não conseguiu derrotar os políticos retrógrados e conservadores como Ulysses Guimarães e outros que usaram o Plano Cruzado eleitoralmente. O Cruzado foi um soco na fome do brasileiro.
Em paz
Acostumado a comandar badernas históricas na apuração dos votos das escolas, Renato "Coliseu" Dionísio desta vez estava quieto. Será que ele sabia o mesmo que se comentava nas arquibancadas? Que a vitória era um tributo de despedida à ex(?)-primeira-dama e um gesto de gratidão de Tadeu à Grande. Bom, o importante é que reinou a paz.
Silêncio
O deputado João Evangelista vem guardando um silêncio bastante conveniente. Dele não se houve nenhum pio sobre sucessão estadual. Será que ele anda cuidando do gado em sua fazenda ou toma banho nas barrancas do rio Itapecuru? Na próxima semana, esse silêncio deverá ser quebrado inevitavelmente. Ou fala ou cala para sempre.