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política.com


Data de Publicação: 5 de março de 2006
 
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O homem que entrou numa fria

Na terça-feira, depois de uma semana vendo a mulher desfilar em bloco, escola de samba e saracotear o esqueleto na Batuque Brasil ao som da Banda Furiosa, do sempre solícito cicerone rolha-de-poço, o marido descasado não resistiu e marcou um encontro com sua amada na Praia do Meio, local onde tantas vezes foi visto trocando juras eternas de fidelidade com sua cara-metade.

A chuva que caiu durante toda a noite e parte da manhã trouxe um vento gelado que soprava vindo do mar. Indócil, nada parecia arrefecer os instintos naturais de sua excelência. Nem mesmo quando um assessor, com uma voz gelada, lhe soprava nos ouvidos que não esquecesse os ensinamentos da Pública e esquecesse o pecado da carne.

Nada adiantava. O homem ficava mais indócil a cada minuto.

Até que, não resistindo, atacou. E os beijos cinematográficos foram saindo. Que pública, que nada, o homem queria descontar o tempo perdido à espera da amada. De repente, a triste volta à realidade. Afinal, há coisas que o tempo não perdoa.

O frio apertava, como a lhe lembrar que traição rima com coração.

Então, o homem que entrou numa fria, se deu conta que tudo acaba em samba. E lá se foi ele em direção à sua quarta-feira de cinzas. Gelada.

Nome forte
O vereador Astro de Ogun vem trabalhando firmemente para suceder Isaias Pereirinha na presidência da Câmara de São Luís. A eleição, antecipada para agosto, já começa a mostrar uma outra briga. O prefeito Tadeu Palácio, que manteve a Câmara com rédea curta, não quer nem ouvir falar em reeleição de Pereirinha e é aí que entra o vereador pai-de-santo. Ele seria um nome capaz de unir todas as correntes. É esperar pra ver.

Velório
Só hoje que a Favela vai confraternizar com a comunidade e festejar o título deste ano do carnaval maranhense. Ao contrário do que acontece sempre com as grandes escolas, a festa não ocorreu porque a cara de velório da primeira-dama, que se despediu do carnaval maranhense, na sede da escola, não deu ânimo para a turma do Sacavém comemorar.

Haja Lexotan I
A turma de jornalistas amilhados da banda podre da política maranhense está entrando em parafuso. Desde dez de fevereiro Marcos Nogueira não escreve uma linha em O Imparcial e a notícia que corre na cidade é que ele está em São Paulo tratando do coração. Tomara que volte logo, a gente quer ele vivinho para que assista pela TV a nossa vitória.

Haja Lexotan II
O apresentador Fábio Lopes, que já foi visto correndo com a língua de fora para acompanhar a ex-governadora Roseana em sua peregrinação a São José de Ribamar e, depois, foi visto com a língua de fora no Baile da Ilha Fiscal, também chamado de Baile de Gala da Cidade, pediu férias antecipadas - ou lhe deram?
É que ele agora está com um tique nervoso de mostrar a língua para todo mundo.

Haja Lexotan III
Outro que está à beira de um ataque de nervos é o dublê de radialista e assessor da Assembléia, Prefeitura, etc, Gilberto Lima. O gajo só falta esfregar o microfone na cara dos ouvintes toda a vez que alguém lhe pergunta como vai ficar a Frente da Traição com dois candidatos. Anteontem só faltou dizer que o governador estava louco. Mas deu a entender.

6 por meia dúzia
A Câmara de São Luís vai mesmo mudar os dias de funcionamento. Ao invés de até quinta-feira, os nossos laboriosos edis vão passar a trabalhar somente até quarta. Assim terão o fim de semana mais prolongado para, quem sabe?, se dedicar a fazer o que muitos deles mais gostam: nada.

Cadeia neles
O ministro da Agricultura já disse que o reajuste dos combustíveis na bomba de gasolina é especulativo. Ou seja, estão mesmo roubando o pobre e sofrido povo brasileiro. Mas isso aqui é fichinha. O Ministério Público finge que não vê e fica tudo por isso mesmo. Já houve até um promotor que disse que não existe cartel em São Luís.

Detonando
O deputado Alberto Franco disse e não pediu segredo que há mesmo deputados recebendo dinheiro ilegal em forma de convênios com o estado. E foi mais longe. Disse que está debaixo de vara. Ou seja. O governador está privilegiando alguns políticos do seu grupo em detrimento de outros.

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