Oscar Arias Sánchez, prêmio Nobel da Paz em 1987, voltará a assumir o poder na Costa Rica após uma acirrada disputa nas eleições contra o centrista Ottón Solís, com o desafio de estabelecer o diálogo com seus adversários políticos para "encaminhar" seu país rumo ao desenvolvimento.
Arias, do Partido Libertação Nacional (PLN, social-democrata), se proclamou "presidente de todos os costarriquenhos" com a promessa de cumprir com o estabelecido em seu plano de Governo, que prevê a condução da Costa Rica ao desenvolvimento pleno em 2021.
O prêmio Nobel da Paz volta a ser presidente após ter ficado 20 anos afastado da política, desde que terminou seu primeiro mandato (1986-1990) à frente da Chefia de Estado.
De acordo com cálculos da Associação de Imprensa Estrangeira da Costa Rica (APEX) baseados nas atas oficiais divulgadas pelo tribunal eleitoral, Arias obteve 664.556 votos e o economista Ottón Solís 646.391, tendo vantagem de 18.165 sufrágios (1,1% do total).
Desta forma, Arias será o primeiro governante reeleito desde 1970, quando governou, pela terceira vez, o caudilho José Figueres Ferrer, fundador do PLN, na década de 40.
Conhecido internacionalmente por ser o "arquiteto" do Plano de Paz que pôs fim às guerras das décadas de 70 e 80 na América Central, Arias deu nova vida ao PLN com seu retorno à vida pública.
O PLN viu nas últimas duas eleições seu tradicional rival, o Partido Unidade Social Cristã (PUSC), eleger seus candidatos para presidente do país. A presença de Arias injetou novo ânimo na legenda para a disputa do pleito, realizado em 5 de fevereiro.