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Polícia não consegue prender comparsas de soldado da Aeronáutica


Data de Publicação: 5 de março de 2006
 
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SEM PISTAS

Apesar de todo o trabalho feito em conjunto com a Delegacia Estadual de Investigação Criminal – DEIC, Delegacia de Roubos e Furtos e Polícia Militar, até o fechamento da nossa edição, a polícia ainda não tinha pistas que levassem aos outros três assaltantes que, em companhia do soldado da Aeronáutica, Maikon David Silva Sousa, 21 anos, residente no bairro do Anil, invadiram uma residência no Planalto Anil III, nas primeiras horas da manhã de sexta-feira (3).

Preso poucas horas depois do delito, em frente a casa de um traficante conhecido como “Zé Bombom”, na Isabel Cafeteira, o militar foi reconhecido não somente pelos donos da casa, José de Ribamar e Maria José Carneiro, mas também pelo caseiro Estácio de Sá Costa. “Não tenho dúvida que ele foi o homem que me jogou no chão e ficou com o pé nas minhas costas”, disse o caseiro.

Na Delegacia de Roubos e Furtos, Maikon contou uma história meio sem pé nem cabeça e, com veemência, negou participação no crime, ou seja, dificultando ainda mais o trabalho da equipe comandada pelo delegado Maymone Barros. Segundo depoimento, o militar disse que era impossível ser ele, pois tão logo acordo, por volta das 6h30, foi à praia do Olho d´Água, porém como todos os bares ainda estavam fechados retornou para casa.

Ele estava encostado no veículo Gol azul, de placa HPA/7295, de propriedade dele, o qual a polícia não descarta a possibilidade de ter sido usado no crime. Para justificar a presença dele na casa de um conhecido traficante da área, o militar alegou que o veículo teria apresentado defeito mecânico, estando há procura de um mecânico.

Entretanto, estranhamente, apesar da versão apresentada por Maikon, o veículo foi conduzido do local da prisão até o prédio da DRF, no centro da capital, sem nenhum problema. Apesar de negar o crime, o militar foi autuado em flagrante.

O crime

De acordo com informações prestadas pelas vítimas ao delegado Maymone Barros, titular da Delegacia de Roubos e Furtos e responsável pelo auto de prisão em flagrante, o grupo entrou quando o caseiro abriu o portão para a lavadeira Lílian. Um dos acusados, de cor escura, anunciou a ação criminosa e foi logo adentrando em companhia dos outros três comparsas.

Dos quatro acusados dois estariam armados e um deles seria justamente o militar que, segundo as vítimas, estava portando um revólver 38.

Cofre

Os bandidos já adentraram na casa exigindo as jóias da família que estariam guardadas dentro de um cofre, o que leva a polícia a trabalhar com a possibilidade da chamada “parada dada”, ou seja, alguém ligado à família ter dado as informações para que a ação tivesse êxito. Além de um cordão usado por Maria José, os bandidos fugiram levando apenas três celulares, as chaves de um carro e um relógio Mido.

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