ExpedienteEdições AnterioresMapa do SiteFale Conosco
EDITORIALPOLÍTICACOLUNASSÃO LUÍSENTRETENIMENTOESPORTEGERALPOLÍCIA
São Luís -
Home » Edições Anteriores » Março/2006 » Edição 192 » Política

Convênio com associação do pastor Reginaldo Nunes desrespeita SUS


Data de Publicação: 7 de março de 2006
 
Diminuir corpo de textoAumentar corpo de texto

ÍndiceTexto AnteriorPróximo Texto

SES X ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE CRISTÃ

O convênio de R$ 2,2 milhões celebrado entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Associação Beneficente Cristã (ABC), do deputado pastor Reginaldo Nunes (PL), além de ser uma grande evidência de acerto político entre José Reinaldo e o parlamentar, é também uma verdadeira aberração no que diz respeito ao uso do dinheiro público.

Em primeiro lugar, porque está desviando recursos da Saúde de sua finalidade mais objetiva, que é o atendimento médico básico à população mais carente, utilizando verbas que poderiam ser destinadas ao aparelhamento de hospitais, melhorias salariais para os profissionais da área médica e capacitação com a construção de um posto de atendimento médico e odontológico.

Em segundo, por que, de acordo com o que determina a legislação, o dinheiro não poderia ser liberado para a implantação de um centro de serviços médicos especializados e odontológicos - como o que está expresso na edição de 23 de fevereiro do Diário Oficial do Estado.

Caso necessitasse assinar um convênio de tal envergadura para ampliar os serviços de atendimento médico, o Governo do Estado deveria recorrer a uma instituição que já dispusesse de estrutura e equipamentos. Isso por que o dinheiro só poderia ser liberado após vistoria do SUS (Sistema Único de Saúde), que avaliaria a qualidade das instalações e as possibilidades de prestação dos serviços.

Prefeitura omissa

Além disso, a atitude de José Reinaldo de decidir sozinho com sua equipe de governo e a Secretaria de Saúde qual instituição seria beneficiada contraria o que determina o SUS em relação à municipalização da Saúde. De acordo com essa regra, o dinheiro deveria ter sido aplicado atendendo a um plano integrado de Saúde do Município, que é coordenado pela Prefeitura.

Mas nada disso foi feito. O governador, mais uma vez, utilizou-se de expedientes políticos para definir quem deve ou não ser beneficiado pelos recursos do Estado, deixando a população verdadeiramente necessitada à mercê da politicagem que só tem como objetivo o êxito eleitoral em outubro.

BUSCA:

Edição 192
Edição 192
Página Anterior | Recomendar | Imprimir | Topo

Jornal do Povo do Maranhão - Jornal Veja Agora
Copyright 2005 - 2006 Jornal Veja Agora. Todos os direitos reservados
Rua Jorge Damous, nº 257, Caratatiua - São Luís - MA
Tel: (98) 3253-6696 Geral - 3253-6605 Comercial e Assinaturas
redacao@jornalvejaagora.com.br