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Alckmin faz as contas e julga ter maioria do PSDB


Data de Publicação: 7 de março de 2006
 
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Geraldo Alckmin e os tucanos que o apóiam estão convencidos de que, no voto, ele derrota José Serra na disputa interna pela vaga de candidato oficial do PSDB à presidência da República. Alckmin quer que Serra diga até sexta-feira se vai ou não concorrer. Se a resposta do prefeito paulistano for "sim", o governador vai cobrar da direção do partido o estabelecimento de critérios para a disputa.

Nos últimos quatro dias, Alckmin pôs-se a fazer contas. Chegou à conclusão de que, na ponta do lápis, conta com o apoio da maioria do partido. Estariam do seu lado, por exemplo:

* A totalidade dos 22 deputados estaduais do PSDB de São Paulo;

* Cerca de 35 dos 54 deputados federais do PSDB;

* Pelo menos oito dos 14 senadores do partido;

* Cinco dos seis governadores tucanos, excluindo-se o próprio Alckmin. São eles: Simão Jatene (Pará), Marconi Perillo (Goiás), Cássio Cunha Lima (Paraíba), Otomar Pinto (Roraima) e Lúcio Alcântara (Ceará). Só Aécio Neves (Minas) apoiaria Serra.

A inclusão do cearense Lúcio Alcântara na lista de Alckmin é surpreendente. Trata-se de um aliado incondicional do presidente do PSDB. Para onde for Tasso Jereissati, o governador do Ceará também irá. Pois Alckmin assegurou a integrantes de seu grupo que Alcântara está com ele.

Aliás, a planilha de apoios do governador anota os nomes de praticamente todos os deputados federais do Ceará de Tasso Jereissati. Dos nove deputados cearenses só um estaria pendendo para Serra: Bismarck Maia. Todos os demais teriam fechado com Alckmin: Antonio Cambraia, Gonzaga Motta, Léo Alcântara, Manoel Salviano, Marcelo Teixeira, Raimundo Gomes de Matos, Vicente Arruda e Antenor Naspolini.

Formalmente, a convenção do PSDB, integrada por pouco mais de mil tucanos, está marcada para junho. Para Alckmin, a reunião poderia ser antecipada, ainda que em caráter informal, para que o tucanato indicasse o candidato à presidência.

A outra hipótese, considerada mais simples de ser viabilizada, seria a convocação de uma reunião do diretório nacional. Trata-se de um grupo menor, com cerca de 200 pessoas. Porém, se esta for a opção da direção do PSDB, Alckmin não abre mão de adensar o colegiado, convocando também as bancadas do partido na Câmara e no Senado, governadores de Estado e lideranças regionais do partido.

Segundo disse aos integrantes de seu grupo, Alckmin aceita qualquer outro critério de disputa que a direção do PSDB queira estabelecer. Menos um: acha que a definição do nome não pode ficar restrita ao triunvirato Tasso-FHC-Aécio Neves.

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