Os líderes do PT, Ideli Salvatti (PT-SC), e do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PB), defenderam a conclusão dos trabalhos da CPI dos Correios no prazo definido na primeira prorrogação da comissão.
A senadora afirmou um prazo maior para as investigações podem comprometer a conclusão da CPI pela proximidade do período eleitoral. "Quanto mais próximo da disputa eleitoral, mas difícil de concluir os trabalhos da CPI", afirmou Ideli.
Suassuna afirmou que a prorrogação da CPI dependerá da correlação de forças no Congresso Nacional e disse que parte das denúncias publicadas pela revista "Veja" é "requentada". "Eu acho que a CPI está em tempo de extinção. Não resta dúvida de que tem gente que quer continuar com ela até o começo das eleições", disse o peemedebista.
Do outro lado, PSDB e PFL defendem a continuidade das investigações e apuração de denúncias de que o empresário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza teria dado dinheiro para o ex-líder do PMDB José Borba (PR) comprar o apoio da ala oposicionista da legenda para continuar na liderança e para que o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, falasse bem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em programa de televisão.
O líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), defendeu uma articulação com os sub-relatores da comissão para a continuidade das investigações. "Vamos fazer cara de paisagem para isso ou vamos prorrogar a CPI?", questionou em plenário.
O sub-relator de fundos de pensão, Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), quer mais um mês e meio de prazo, mesmo dizendo que está com sua parte das investigações pronta para ser entregue ao relator Osmar Serraglio (PMDB-PR), em data definida anteriormente.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), afirmou que estão garantidas as assinaturas de 27 senadores necessárias para a prorrogação. Na Câmara, Virgílio avaliou que bastaria que Serraglio defendesse a continuidade das apurações para que 171 deputados apoiassem um novo prazo para a comissão.