O vácuo deixado pela indefinição do PSDB somado à possibilidade de o PMDB acabar sem candidato próprio a presidente (por causa da manutenção da verticalização) levou o PFL a voltar a falar abertamente em lançar um nome para o Palácio do Planalto.
"Se você me perguntar agora se o PFL pode voltar a considerar a possibilidade de ter um candidato próprio a presidente, eu assino embaixo e digo que sim. O PFL pode ter candidato a presidente dentro do atual quadro de indefinição", confirmou o líder pefelista no Senado, José Agripino (RN).
A conta do PFL é simples. Sem o PMDB na disputa, a situação de Lula melhora muito. Há chance de a eleição ser liquidada no primeiro turno, seja a favor do governo ou da oposição - hoje, está muito mais para o governo, dizem as pesquisas.
Como se não bastasse, o PSDB se esfarela numa disputa interna que não tem solução à vista, muito pelo contrário.
O problema do PFL é realmente achar um nome que não faça feio na disputa. O seu pré-candidato mais competitivo seria o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, César Maia. Ocorre que Maia é um dos maiores defensores da candidatura do tucano José Serra.
Há espaço para a construção de algum nome diferente? Resposta do senador José Agripino: "Eu acho que há".
Conclusão disso tudo: a oposição passa por um de seus piores momentos dos últimos tempos e parece estar completamente perdida.