SANGUESSUGAS
Denúncias e investigações
O corregedor-geral do Senado, Romeu Tuma (PFL-SP), defendeu ontem abertura de processo contra quatro senadores, sendo três supostamente envolvidos com a máfia das ambulâncias. Tuma encaminhou requerimento à CPI dos Sanguessugas pedindo os documentos que comprovariam a participação dos senadores Ney Suassuna (PMDB-PB), Serys Slhessarenko (PT-MT) e Magno Malta (PL-ES) no esquema .
O quarto senador é o petista Sibá Machado (PT-AC). Ele entrou na lista porque teria infiltrado um assessor da senadora Serys Slhessarenko numa reunião secreta da CPI que ouviu o depoimento do empresário Darci Vedoin, sócio da Planam.
Romeu Tuma defende que a comissão especial da CPI que participou do depoimento ingresse na Corregedoria contra Sibá. O senador nega as acusações.
Com relação aos outros três senadores, Romeu Tuma afirmou que há provas suficientes para que eles sejam investigados pelo Senado. O senador destacou que contra Ney Suassuna foi aberto um inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal). Contra Serys pesa a denúncia de que um cunhado dela recebeu R$ 35 mil da Planam.
Magno Malta teria se beneficiado com um carro Fiat. Ele confirmou que recebeu o veículo, mas disse que foi um empréstimo do deputado Lino Rossi (PP-MT) e não propina da Planam. Lino Rossi é um dos investigados pelo STF.
"Eu considero que no caso de Magno Malta já há elementos para se encaminhar para o Conselho de Ética. Não é possível que alguém utilize um veículo de uma empresa, quanto mais da Planam, que era uma quadrilha. Não há justificativa", concordou o presidente da CPI, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).