Por Gilberto Léda
Editoria de Política
REAÇÃO
Depoimento de bandido vale mais que de cidadão de bem
Deputado se defende na Câmara
O deputado federal César Bandeira (PFL-MA) afirmou, ontem (31), que "interesses contrariados" levaram os empresários Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Darci José Vedoin, sócios-proprietários da Planam, a citar o nome dele entre os envolvidos no esquema da liberação de emendas para a compra de ambulâncias superfaturadas.
"Os motivos são interesses contrariados, porque eles [Luiz Vedoin e Darci Vedoin] não venderam nenhuma ambulância para as prefeituras às quais mandei emendas", disse o parlamentar, em entrevista coletiva realizada na manhã desta segunda-feira, no seu escritório particular em São Luís.
Bandeira explicou que os depoimentos dos dois empresários revelaram o possível envolvimento de um de seus assessores, que, segundo ele, já foi demitido.
"Eles alegam que deram o dinheiro para o meu assessor, por esse motivo, o assessor foi demitido. Agora, não houve nenhum acerto comigo", ressaltou.
Para o parlamentar, a cobertura do caso que vem sendo feita pelos jornais subvencionados ao grupo do governador José Reinaldo (PSB), principalmente "O Imparcial", está a serviço da difamação.
"O Imparcial está a serviço de alguém para denegrir a minha imagem como homem público, diante disso, a Câmara Federal, através da Procuradoria da Casa, entrou [com ação] contra o jornal, o editor Marco Aurélio e o seu diretor, Pedro Henrique Freire", revelou, apresentando cópia do processo. "Eu espero que o jornal O Imparcial seja punido, visto que usou de má-fé ao publicar depoimentos que correm sob sigilo de Justiça", completou.
Defesa
César Bandeira anunciou, ainda, que hoje (1º) fará pronunciamento da Tribuna da Câmara dos Deputados, em Brasília, quando vai apresentar os equívocos das denúncias e os documentos comprobatórios de que suas emendas foram objeto de licitações, nenhuma vencida pela Planam.
"O material já está todo na minha defesa, o problema é que, hoje, o depoimento de um bandido tem mais credibilidade do que o de um cidadão de bem", concluiu Bandeira.