Enganou-se redondamente quem imaginou que o problema de superlotação nas delegacias e presídios é uma exclusividade de grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo. O reflexo dessa realidade foi sentido, aqui na capital, na noite de sábado, quando grande parte dos presos de justiça, que não deveriam, mas se encontram custodiados no 2º DP, no Bairro João Paulo, ensaiaram o princípio de rebelião.
Além de bater grades, os detentos dos xadrezes 1, 2, 3, 4, 5 depredaram os vasos sanitários, um das muretas que separa as camas do chuveiro, lâmpadas e, mesmo sem ter acesso ao corredor, parte do circuito de TV. Para conter os ânimos, o delegado titular da distrital, Sebastião Cabral, assim como o de plantão na Rffsa, além de policiais militares, foram para o local.
Bastante exaltados, os presos fizeram uma série de reivindicações, e como a estrutura física de algumas celas ficaram bastante danificadas, para evitar que qualquer um conseguisse se evadir, 10 presos foram transferidos para diferentes distritos da capital. Os três presos que foram transferidos recentemente para São Luís, oriundos de Codó, acusados da morte de um mecânico, também estavam nas celas, mas não participaram da ação criminosa.