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O Primeiro Emprego



Data de Publicação: 1 de agosto de 2006
 
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Programas sociais do governo federal têm sido constantemente usurpados por prefeitos e governantes inescrupulosos. Não raros são vistos cartazes, outdoors e propaganda nas emissoras de rádio e de TV atribuindo a esses administradores a autoria de programas que são, na verdade, criados pelos ministérios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se as obras físicas do governo de Lula são "roubadas" por governadores e prefeitos sem escrúpulos, que fazem propaganda do que nunca fizeram, há um outro programa que vem fazendo a felicidade de milhões de famílias: o programa de geração de emprego e renda.

No final do século passado, em plena efervescência do neoliberalismo do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, milhões de postos de trabalho foram suprimidos de um dia para o outro. Apesar das políticas isoladas de incentivo à geração de emprego - como o programa "Primeiro Emprego", criado no governo de Roseana, no Maranhão -, nada foi feito de concreto pelo Governo Federal para reduzir o desemprego. FHC se recusava, inclusive, a aceitar, como verdadeiros, os índices apurados pelo Dieese, e minimizava os índices do próprio IBGE.

Enquanto os índices de desemprego do país chegavam a níveis inéditos (20% para o Seade/Dieese ou 14% para o IBGE, que não considera o desemprego oculto), os economistas do governo Fernando Henrique Cardoso recusavam-se a admitir que a destruição de postos de trabalho fosse conseqüência da política econômica restritiva.

Mesmo com as baixas taxas de crescimento observadas nos últimos anos, o nível de emprego formal vem crescendo de forma satisfatória. Foram criados mais de 6 milhões de postos de trabalho com carteira assinada em pouco mais de cinco anos. Mais de dois terços desse total foram integrados à economia durante o governo Lula. A maior aceleração nas recontratações ocorreu a partir de 2004, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu quase 5%.

Esse crescimento se reproduz em outros aspectos da vida nacional. Vai provocar, por exemplo, uma redução expressiva do exército de reserva de mão-de-obra, o aumento da renda do trabalho, o fortalecimento do mercado interno, a ampliação dos investimentos, o estímulo à exportação, entre outros fatores. Ou seja, o Governo Lula fez nascer uma nova geração de trabalhadores brasileiros.

A preocupação com a geração de emprego foi uma das políticas mais importantes adotadas por Roseana nos seus dois sucessivos governos. O programa "Primeiro Emprego", tido pela governadora como a jóia da coroa de sua administração, qualificou milhares de jovens para o comércio, a indústria e para o terceiro setor. Muitos jovens, que antes eram marginalizados, puderam ter acesso a esse tipo de estágio remunerado que os proporcionou a experiência e a qualificação que muitos ansiavam e que jamais recebiam.

O governador José Reinaldo, num gesto de mesquinha vingança pessoal, acabou com o programa, numa demonstração que seu palavrório desenvolvimentista é pura cascata. Resgatar o programa, ampliado e diversificado é compromisso da senadora Roseana, que acredita que, como o Brasil, o Maranhão precisa de oportunidades iguais.

Oferecer essa política de incentivo ao pleno emprego, dar condições para que os trabalhadores saiam da informalidade e ingressem na ávida ativa e possam garantir um futuro para si e para os seus é responsabilidade dos governantes. A conquista social do governo Lula não pode ser usurpada por nenhum prefeito ou governador, mas eles podem adotar políticas de incentivo à geração de emprego em seus estados e municípios, que, combinadas com as ações do presidente, podem tirar o Brasil do atraso. Roseana já fez isso muito antes de Lula ser presidente. Ela sabe como fazer.

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