O ex-governador Geraldo Alckimin (PSDB), candidato à Presidência, afirmou que não pretende bater no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua campanha. E, em relação ao desempenho nas últimas pesquisas, fez questão de repetir a frase de que continuará "calçando as sandálias da humildade".
No entanto, questionado sobre a política de segurança pública do governo federal, Alckmin respondeu que "cabe ao Exército fazer manobras militares, não manobras políticas", referindo-se à ajuda oferecida ao Estado de São Paulo diante da terceira seqüência de ataques atribuídos à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
"Não vou bater no presidente Lula. Estamos em um momento em que é preciso mostrar propostas, apresentar trabalho. É claro que o eleitor precisa comparar. Mas não se pode trabalhar contra o eleitor, sim a favor dele", disse Alckmin, após lançamento da União Nacional da Construção, na sede da Fiesp, na capital paulista.
Sobre o avanço da candidata do Psol nas últimas pesquisas de intenção de voto, a senadora Heloísa Helena, Alckmin negou o uso de uma estratégia para mudar o alvo de possíveis ataques. "Não estou nem um pouco preocupado com o crescimento de Heloísa Helena. A questão não é falar mal, mas mostrar quem tem a melhor equipe para mudar o País", disse.