GREVE
São Luís pode ficar sem água
Os servidores da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão, Caema, decidiram, ontem pela manhã, durante a assembléia realizada pelo Sindicato dos Urbanitários de São Luís, na sede da Companhia, Centro, o indicativo de uma paralisação que ocorrerá a partir do dia 17, quinta-feira.
Durante a assembléia, foram levados os principais pontos das reuniões discutidos entre as diretorias do sindicato e da empresa. Nas explanações do sindicato, foram colocadas as pendências da negociação do Termo Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho, especialmente, a Revisão da Tabela Salarial, porém como não houve consenso, a categoria optou pelo indicativo da paralisação.
Com a greve, a Caema - que enfrenta sérios problemas estruturais e administrativos, como o atendimento aos consumidores - terá de enfrentar, ainda, a redução dos servidores. Segundo o presidente do Sindicato dos Urbanitários, Fernando Pereira, as negociações começaram no primeiro semestre, esclarece que algumas reivindicações foram atendidas, entretanto a grande prioridade da categoria que é a Revisão da Tabela Salarial continua pendente. "A diretoria da Caema vem adiando, colocando empecilhos, visando exclusivamente não atender o pleito dos trabalhadores e ganhar tempo. Diante disso, a categoria optou por uma greve imediata", explica.
Fernando disse que a nova diretoria da Caema vem tratando todos os interesses dos trabalhadores com extremo descaso e não costuma cumprir a palavra empenhada. "A Companhia apela para Justiça como mais uma forma de prorrogar as negociações e enfraquecer a mobilização dos trabalhadores, mas isso ela não conseguiu". A empresa representou o Sindicato na Justiça e conseguiu liminar impedindo que reuniões do sindicato na empresa, além de impor multa diária de R$ 100, (cem reais) pelo descumprimento da medida.