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Citados negam acusações e atacam CPI dos Sanguessugas



Data de Publicação: 12 de agosto de 2006
 
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SOB FOGO

Parlamentares criticam relatório


Praticamente todos os deputados e senadores incriminados pelo relatório disseram que a CPI dos Sanguessugas se transformou em "palco eleitoral" ou realizou "julgamento sumário" sem dar chance de defesa aos parlamentares acusados de envolvimento no esquema de licitação irregular para a compra de ambulâncias.

Senadores

Magno Malta (PL-ES) - "É melhor a morte do que enfrentar uma sociedade que põe todo mundo na vala comum. Não sou ladrão, não sou sanguessuga, nunca botei emenda para ambulância, indignado estou de ver o meu nome enfiado nessa malandragem. O sr. Vedoin e o filho disseram que acertaram com o deputado Lino Rossi de dar um carro para mim, como se minha honra valesse só uma van."

Ney Suassuna (PMDB-PB) - "Sou um cara rico, dei 82 ambulâncias no meu primeiro mandato. Se eu gastei o salário todo de cinco anos com ambulância, não ia atrás de R$ 200 mil. Os Vedoin podem ter achado que eu sabia pela desenvoltura com que o Marcelo [ex-assessor] falava em meu nome."

Serys Slhessarenko (PT-MT) - "Não conheço nem estive com Vedoin. Não tenho dívidas de campanha e meu genro Paulo nega, nunca recebeu esse dinheiro. Ele nem trabalha para mim nem tem autorização para fazer arrecadação de campanha. É um ataque político porque sou candidata ao governo do Estado."

Deputados

Almerinda de Carvalho (PMDB-RJ) - A deputada criticou a CPI, dizendo que não teve a oportunidade de apresentar defesa. "Sinto-me injustiçada, mas estou tranqüila."

Amauri Gasques (PL-SP) - Afirma que uma ex-assessora recebeu o depósito da empresa Planam, mas nega envolvimento dele no esquema.

Benedito Dias (PP-AP) - Afirmou que não teve oportunidade de apresentar defesa à CPI e o fará ao Conselho de Ética. Admitiu conhecer Vedoin, mas negou atuação para beneficiar empresas dele.

Cabo Júlio (PMDB-MG) - Disse que poderá apresentar sua defesa, já que não teve oportunidade na CPI. "Recebo a notícia com alívio, pois posso agora apresentar defesa ao Conselho de Ética."

Carlos Nader (PL-RJ) - Segundo ele, não há prova concreta de seu envolvimento no caso e nenhuma de suas emendas foi executada pela Planam. "A CPI só levou em conta a acusação leviana de um bandido confesso."

Celcita Pinheiro (PFL-MT) - Ela disse ter recebido a inclusão de seu nome com indignação. "Não tenho nenhuma relação com a Planam ou suas associadas. Jamais recebi qualquer repasse financeiro da empresa."

Laura Carneiro (PFL-RJ) - Para a deputada, a CPI fez um julgamento político, já que o próprio relator admite que a ampla defesa acontecerá em outra instância. "Vou continuar me defendendo e vou provar inocência."

Marcondes Gadelha (PSB-PB) - Afirma que o assessor que recebeu depósito não estava lotado em seu gabinete na época e que suas emendas para ambulâncias não foram ganhas por empresas do esquema.

Nilton Capixaba (PTB-RO) - Disse que apresentará sua defesa ao Conselho de Ética. Usará como base o próprio depoimento de Vedoin, argumentando que em nenhum momento ele direcionou emenda.

Paulo Gouvêa (PL-RS) - Disse não ter relação com os Vedoin. "Desafio pai ou filho a provarem que algum dia falaram comigo e coloco à disposição os sigilos da minha família e meus assessores."

Reinaldo Betão (PL-RJ) - "É um crime eleitoral, não tem nada provado que eu recebi algo, apenas um cara acusando. Nunca estive com Vedoin. Quero ver provas. A CPI não me deu direito de defesa. É um extermínio eleitoral."

Ricardo Rique (PL-PB) - "Se a CPI não considerou minha defesa, a Justiça irá considerar. Não estou preocupado. Sou um dos deputados mais ricos da Casa, não é negocinho de ambulância que vai macular meu nome."

Wellington Roberto (PL-PB) - Afirmou ter havido precipitação. "Quem vai arcar com o prejuízo eleitoral? Não há nenhuma prova contra mim, apenas a afirmação de um bandido, mas sem documentos."

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