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Luís da Amovelar reprime servidores municipais em comício



Data de Publicação: 13 de agosto de 2006
 
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Uma verdadeira prova de desespero deu o prefeito de Coroatá, Luís da Amovelar, no final de semana passada. Na última sexta-feira (4), ao saber da visita que o líder político Ricardo Murad iria fazer a Coroatá, ele se reuniu com seu secretariado e proibiu a presença dos servidores municipais no sítio do candidato, onde Ricardo reuniu eleitores e correligionários.

O prefeito Amovelar determinou, ainda, que o funcionário que fosse flagrado na recepção a Ricardo fosse demitido imediatamente. Para ter certeza que sua ordem não seria descumprida, mandou uma equipe de reportagem se postar em frente ao sítio de Ricardo para filmar todos os que ali entrassem. O ato, além de um flagrante desrespeito à liberdade democrática do eleitor coroataense, mostra que o prefeito é um repressor digno dos tempos da ditadura militar.

Muitos eleitores de Ricardo, se sentindo coagidos, protegeram o rosto com camisas ou sacolas, cobrindo a cabeça para não serem identificadas.

A pouco mais de 10 metros de distância do sítio foi montado um verdadeiro estúdio de TV, com câmeras com tripés e iluminação, para flagrar os funcionários que ali estivessem. Segundo apurou a equipe de Veja Agora, no dia seguinte ao evento o prefeito Luís da Amovelar reuniu novamente seu secretariado para assistir a fita e dar início às demissões. Pelo menos 4 funcionários foram demitidos em razão de sua ida ao sítio de Ricardo. Outros teriam sido demitidos por terem permitido a fixação de cartazes de Ricardo em suas portas.

Dona Dadá, professora do município há 30 anos, foi demitida por ter colado a foto de Ricardo em sua porta. Ela disse que o prefeito mandou chamá-la e disse que, ou ela retirava o cartaz, ou seria demitida. No dia seguinte recebeu a notícia de um funcionário da Secretaria de Educação que estava demitida. Dona Dadá não aceitou a demissão e continua trabalhando normalmente. Ela disse que só sai se derem a sua demissão por escrito. Esse é apenas um dos vários exemplos do clima de terror imposto pela ditadura de Luís da Amovelar em Coroatá.

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