REVOLTA
Moradores reivindicam ações
Moradores de três ruas no Anjo da Guarda reivindicam serviço que consta na Prefeitura como executado, mas que, na realidade, não passou de obras ilusórias que hoje geram grandes problemas. As ruas são Holanda, Japão e Israel localizadas próximo à Avenida dos Portugueses, todas sem pavimentação, sistema de esgoto e com a iluminação precária.
Elci Reis Monteiro da Silva resume que os moradores pagam pela inoperância da Caema, Cemar e da Prefeitura de São Luís. Ela mora na Rua Israel que é totalmente danificada com a quantidade de buracos no piche e pela água suja de esgoto que escorre ininterruptamente.
À noite, queixa-se a moradora, as lâmpadas dos postes não acendem e, pela lógica, o local fica escuro e propício para a ação de marginais. Diante desses problemas, Elci garante que os votos dela e da sua família não serão dados a ninguém. "Tenho mais de 10 eleitores em casa e se a rua continuar passando despercebida pelos governantes, eu não voto e falo para ninguém gastar seu voto com quem não vale nada", afirmou.
Gregória Nascimento Soares, aposentada, se diz militante da idéia porque está cansada de tanto descaso com o local onde mora há muitos anos. A cada eleição, ela recebe com educação cada candidato que visita o bairro e ouve suas promessas, mas depois ninguém faz nada. "Não podemos aceitar esta rua que só tem asfalto com brita e muita poeira que invade as casas", reclamou.
"Entra prefeito e sai e ninguém faz nada", bradou outra moradora Maria Assunção Nunes da Silva, que mora na Rua Holanda e tem uma banca de vender lanche na porta, mas que está se sentindo prejudicada com o esgoto que escorre na beirada da calçada. "Quando chove, não dá nem para sair de casa", completou.
Revoltados com tanto problema, os moradores das três ruas se uniram e por várias vezes fizeram abaixo-assinado e levaram à Prefeitura. Ao todo, foram cinco abaixo-assinados enviados para Tadeu Palácio; o último foi entregue no final do mês passado, informou Maria Bayma, moradora da Rua Japão, mas até agora não receberam nenhuma resposta. "Nem promessa!", lamentou.